Chefe da Red Bull afirma que negocia o melhor para equipe na F1 e não liga para opinião dos outros

Christian Horner foi duro ao falar sobre o acordo de restrição de recursos e diz que não é possível negociar nos atuais termos, porque, segundo ele, o regulamento é feito apenas para algumas equipes e não abrange todo tipo de administração

Com a força que ganhou nas últimas temporadas, a Red Bull vem fazendo jogo duro em algumas negociações entre F1, FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e FOM (Formula One Management) e isso não vem agradando os principais dirigentes da categoria – recentemente, os austríacos e a Toro Rosso ficaram de fora de uma reunião que aconteceu em Suzuka, na semana do GP do Japão, o que deu a entender que eles estão isolados nas negociações.

As novas conversas sobre a assinatura do novo Acordo de Concórdia, que rege a categoria, continuam e os taurinos seguem não aprovando alguns termos, o que vem dificultando o anúncio do novo vínculo. Mas apesar de desagradar alguns chefes de equipe, Christian Horner afirma que vai continuar buscando o melhor para sua equipe, sem se importar com os outros.

Horner mostrou uma posição dura da Red Bull com relação as atuais negociações na F1 (Foto: Red Bull/Getty Images)

“Estamos aqui para fazer o melhor que pudermos para tentar ganhar corridas e campeonatos. É claro que estamos conscientes dos custos. Nós não temos o maior orçamento da F1 e precisamos olhar para os pilotos que estão sendo contratados no momento”, disse Horner.

“Assim, parece irônico falar sobre redução de custos quando vemos os valores que estão sendo discutidos. Estou confortável com nossa posição e estamos focados em fazer o melhor trabalho possível. Temos mantido nossa posição em relação à restrição de custos e, se isso é desconfortável para os outros, é problema deles, não nosso”, continuou.

Sem a aprovação de Toro Rosso e Red Bull, o acordo de restrição de recursos (RRA, em inglês) não vai entrar em vigor na próxima temporada, o que deixou a FIA muito insatisfeita com o final das negociações. Apesar disso, Horner mantém a posição de ser contra a forma como o acordo foi desenhado.

“Nossa visão é de que o RRA não é uma forma eficaz de controlar os custos se você tem apenas alguns elementos. Você tem áreas de exclusão e tem diferentes tipos de empresas que operam suas equipes de maneiras diferentes. O que sempre dissemos é que queremos algo transparente e abrangente. Certamente, como foi discutido anteriormente, não vamos conseguir”, falou.

“Nós acreditamos que a estabilidade do regulamento é a melhor forma de controlar os custos, porque podemos ver que o regulamento estável permitiu muitas equipes independentes serem competitivas na atual F1. Portanto, é nossa convicção de que a estabilidade dos regulamentos técnico e esportivo são a melhor forma de controlar os custos, diferente de um acordo de restrição que não trata todas as partes com igualdade”, encerrou.

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