Chefe da Red Bull critica acordo para restrição de custos e diz que limite pode comprometer criatividade

Christian Horner, chefe da Red Bull, se mostrou novamente crítico do acordo para a restrição de gastos na F1 imposto pela FIA e afirmou que o limite pode comprometer a criatividade e um melhor desenvolvimento dos carros

Ainda sem definição, o acordo para a restrição dos gastos na F1 continua gerando polêmica entre os chefes de equipes. Nesta sexta-feira (1), em Spa-Francorchamps, Christian Horner voltou a falar no assunto e, mais uma vez, se colocou em uma posição bastante crítica sobre o controle dos custos na principal categoria do automobilismo.

A preocupação apresentada pelo comandante da Red Bull é com relação às imposições que o acordo pode criar frente à criatividade e ao desenvolvimento dos carros na F1. Por isso, Horner acredita que a “F1 não é para contadores”.
Horner afirma que controle de gastos pode limitar criatividade (Foto: Red Bull/Getty Images)

O dirigente afirmou ainda que deve, sim, existir uma espécie de limite dos gastos, mas que isso deve ser feito por meio dos regulamentos técnicos. "É um esporte, e a melhor maneira de se controlar os custos é tendo um regulamento esportivo e técnico muito forte, ao invés de auditorias e exames após os eventos. O importante é não sufocar a criatividade, mas isso precisa ser feito de forma eficiente", disse o inglês aos jornalistas na pista belga, que recebe neste fim de semana a décima etapa do Mundial.

"Estamos absolutamente alinhados com os demais times para garantir o controle dos custos dentro da F1, e o custo para ser competitivo está idealmente reduzido, mas a nossa a convicção é que isso não deve ser feito por meio de um acordo para restrição de gastos", completou.

 

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