Chefe da Red Bull diz que carros “poluem menos que uma vaca” e critica logística da F1

Christian Horner admitiu que a Fórmula 1 precisa encontrar maneiras de se tornar mais sustentável, mas alegou que poluição maior não vem dos carros, mas sim do transporte em escala mundial

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Em sua busca por se tornar mais sustentável para o planeta, a Fórmula 1 lentamente busca tomar medidas que diminuam o impacto de suas atividades no meio-ambiente. E Christian Horner, chefe da Red Bull, trouxe um ponto de vista que foge ao comum nos debates sobre a poluição causada pela modalidade. De acordo com o dirigente, os carros em si representam uma porção ínfima do impacto causado pela F1, que realmente prejudica a natureza durante o transporte de times e equipamentos ao redor do mundo.

“Acho que quando você olha para um carro de Fórmula 1, suas emissões são menos do que as de uma vaca ao longo de um ano”, disse o britânico em entrevista ao Times Radio. “Acho que as funções de apoio são as que realmente trazem um impacto, independentemente de serem aviões ou navios de carga”, pontuou.

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Christian Horner participou da apresentação do RB18, carro da Red Bull para 2022 (Foto: Red Bull Content Pool)

Apesar de um relatório da FIA datado de 2019 afirmar que as atividades da Fórmula 1 produzem em torno de 256 toneladas de dióxido de carbono — que em excesso, causa o chamado efeito estufa, além de outros impactos ao meio-ambiente — por ano, os carros foram responsáveis por apenas 0,7% dessas emissões, de acordo com estudo da própria entidade.

Horner reconheceu que a categoria precisa buscar uma alternativa para o transporte que seja mais ‘amigável’ ao meio-ambiente, mas ressaltou a evolução da F1 em seu combustível para argumentar que a busca por uma categoria mais ‘verde’ não fica apenas na conversa.

“Acho que é aí [na logística do transporte] que a Fórmula 1 precisa ter uma responsabilidade de encontrar mudanças”, explicou. “Por exemplo, estamos aumentando a quantidade sustentável de combustível. Estaremos com combustíveis totalmente sustentáveis a partir de 2026”, finalizou.

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