carregando
F1

Chefe da Red Bull pede atenção às equipes pequenas e crê: “A F1 vai sobreviver”

Christian Horner aposta na força e no legado da F1 e acredita que a categoria vai superar a crise sem precedentes provocada pela pandemia do coronavírus. Ao mesmo tempo, o dirigente britânico salientou que é o momento de pensar de forma coletiva para garantir a sobrevivência das equipes pequenas do grid

Grande Prêmio / Redação GP, de Sumaré
Sem qualquer previsão concreta sobre quando a F1 vai voltar às pistas em 2020 — por enquanto, a primeira etapa da temporada 2020 está marcada para 14 de junho com o GP do Canadá —, há muitas dúvidas sobre o futuro da própria categoria e a sobrevivência das equipes, sobretudo as de menor poderio financeiro. Christian Horner, chefe da Red Bull, não tem dúvidas de que a F1 vai superar a crise sem precedentes provocada pela pandemia do novo coronavírus, mas pediu atenção de todos e pensamento coletivo para que todas as dez escuderias do grid sigam seus trabalhos.
 
“A F1 é um negócio muito forte e tem um legado muito forte. A F1 vai sobreviver a isso”, disse o dirigente britânico em entrevista concedida à emissora BBC. “Se todas as equipes vão sobreviver a isso é outra questão, e é responsabilidade de todos os chefes de equipe agir com os interesses do esporte e todos os seus participantes, fazer o possível para garantir todas as 10 equipes”, cobrou.
 
Horner traçou um paralelo com a última grande crise econômica global, em 2008. À época, o caos financeiro provocou a saída de três montadoras do grid: Honda, Toyota e BMW. Mas o chefe da escuderia de Milton Keynes entende que o cenário atual, diante da pandemia, é bem diferente e ainda mais crítico.
Christian Horner cobrou atenção às equipes pequenas da F1 (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)
“A diferença em 2008 foi que ainda estávamos correndo e ainda havia um calendário, ainda havia etapas. Você conseguia ver a questão com mais clareza, enquanto aqui estamos mais cegos. Quando vamos começar a correr de novo? É um cenário diferente. 2008 teve suas pressões e as pessoas na sala naquele momento — Ron Dennis, Flavio Briatore — estavam pensando nos interesses do esporte, e é crucial que o façamos coletivamente neste momento”, explicou.
 
“O mundo é um lugar diferente agora. Claro que a receita vai ser atingida com força. Ainda não sabemos o quanto a F1 vai ser atingida”, salientou Horner.
 
O britânico analisou de maneira positiva a postura das equipes para lidar da melhor forma com a crise e disse acreditar que o Liberty Media, empresa dona da F1, faça sua parte para garantir a sobrevivência das equipes menores.
 
“Todas as equipes têm reagido de forma responsável e coletiva. Obviamente, algumas equipes estão mais expostas que outras, principalmente as pequenas, e é importante que tentemos proteger nossa comunidade da F1 da melhor maneira possível”, falou.
 
“Para ser sincero, a estrutura do Liberty Media é bastante complicada, e você pode imaginar que o proprietário também seja afetado nos negócios. Mas eles têm bolsos fundos. E sempre adotaram uma visão de longo prazo sobre isso. Acho que eles vão fazer o que for necessário para garantir que o esporte siga em frente”, concluiu.
Paddockast #55
Um bate-papo com... RUBENS BARRICHELLO


Ouça: Spotify | iTunes | Android | playerFM

COMO SE PREVENIR DO CORONAVÍRUS:
 
☞ Lave as mãos com água e sabão ou use álcool em gel.
☞ Cubra o nariz e boca ao espirrar ou tossir.
☞ Evite aglomerações se estiver doente.
☞ Mantenha os ambientes bem ventilados.
☞ Não compartilhe objetos pessoais.


Apoie o GRANDE PRÊMIO: garanta o futuro do nosso jornalismo

O GRANDE PRÊMIO é a maior mídia digital de esporte a motor do Brasil, na América Latina e em Língua Portuguesa, editorialmente independente. Nossa grande equipe produz conteúdo diário e pensa em inovações constantemente, e não só na internet: uma das nossas atuações está na realização de eventos, como a Copa GP de Kart. Assim, seu apoio é sempre importante.

Assine o GRANDE PREMIUM: veja os planos e o que oferecem, tenha à disposição uma série de benefícios e experiências exclusivas, e faça parte de um grupo especial, a Scuderia GP, com debate em alto nível.