F1

Chefe da Red Bull repreende violência, mas defende Verstappen contra Ocon: “Pilotos não são robôs”

Os empurrões de Max Verstappen em Esteban Ocon após o GP do Brasil do último domingo (11) ainda rendem assunto. Desta vez foi o chefe da Red Bull, Christian Horner, que voltou a defender seu piloto - ele repreendeu o ato de violência, mas disse que é humano agir assim nestas situações
Warm Up / Redação GP, de São Paulo
 Max Verstappen (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)


Se no calor do momento Christian Horner, chefe da Red Bull, defendeu Max Verstappen sobre a agressão a Esteban Ocon em Interlagos, no último domingo (11), o tempo passado e a cabeça mais fria não mudaram a opinião do dirigente.

Na última sexta-feira (16), Horner voltou a dizer que não discorda dos empurrões de seu pupilo contra o francês da Force India. Se condenou a violência do ato, disse que Verstappen é humano - e que isso 'acontece".

"Ao final do dia, os pilotos não são robôs", afirmou Horner, em entrevista ao site 'Racer'. "E nem deveriam ser. Vemos em outros esportes que têm interação entre os jogadores e que dependem do árbitro, obviamente, intervir e agir nestas situações."
Max Verstappen e Esteban Ocon (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
Para o dirigente, Verstappen não "perdeu a linha" com os empurrões após a batida no GP do Brasil, que custou a vitória ao holandês: "Não sei que palavras eles trocaram. Claro que toda forma de violência não deve ser tolerada, mas as emoções estavam em alta e, às vezes, transbordam."

Horner ainda usou a rivalidade entre os pilotos, que vem desde a F3, para justificar a briga: "Há muita história entre eles. Vem desde o kart e não sabemos que palavras trocaram, nem como foi dito."

"Também tem que entender as emoções, a vitória foi tirada dele, é inevitável que fique irritado", completou.

O pupilo da  Red Bull acabou punido com dois dias de serviços comunitários à FIA pelos três empurrões que deu em Ocon - este já havia sido punido com um 'Stop & Go' durante a corrida em São Paulo.