Chefe da Red Bull vê maturidade ao pensar “fora da caixa” e contratar Pérez

A Red Bull sempre priorizou jovens pilotos, mas não teve como abrir mão de Sergio Pérez, substituto de Alexander Albon. O chefe Christian Horner sente que mandou bem na escolha

A Red Bull não gosta de contratar pilotos de fora do seu programa de desenvolvimento, mas precisou dar o braço a torcer quando se viu com Alexander Albon apático e com Sergio Pérez livre no mercado. O mexicano foi contratado para fechar a dupla com Max Verstappen, o que o chefe Christian Horner vê como um sinal de maturidade na equipe taurina.

Antes de Pérez, o último piloto não formado pela Red Bull foi Mark Webber em 2007. Seria conveniente para a equipe seguir com Albon por mais um ano, mas Horner sente que pensou fora da caixa ao apostar no mexicano, dispensado pela Racing Point e livre no mercado.

“Foi uma decisão tremendamente difícil, mas com a sorte de ter tempo para considerar tudo, a temporada inteira”, disse Horner, entrevistado pelo Motorsport.com. “É altamente inusitado ter um piloto da qualidade do Sergio livre no mercado. A gente simplesmente sentiu que seria melhor colocar um piloto mais experiente ao lado do Max em 2021. Acho que fomos maduros ao pensar fora da caixa, dando uma chance ao Sergio. Ele pilotou muito bem ano passado, principalmente no último terço da temporada”, destacou.

SERGIO PÉREZ; RED BULL; F1; FÓRMULA 1 2021;
Sergio Pérez é o substituto de Alexander Albon (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)

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“Ele já tem dez anos de experiência na Fórmula 1 e já demonstrou que consegue maximizar o pneu da Pirelli. Ele simplesmente traz experiência, com pódios e resultados que, antes do ano passado, eram com carros pouco competitivos. Eu conheço o Sergio a muito tempo e sempre acompanhei a carreira dele. Era uma questão de circunstâncias e de uma oportunidade aparecer para ele levar a vaga”, seguiu.

Pérez, por sua vez, passou uma carreira inteira limitada por equipes medianas. Mesmo quando a McLaren o contratou para 2013, o carro ficou devendo. Foi só com um salto de performance da Racing Point em 2020 que oportunidades surgiram, culminando na vitória no GP de Sakhir.

Albon, por sua vez, nunca engrenou. Apesar de conseguir dois pódios em 2020, o déficit para Max Verstappen era gritante. O tailandês deixa a F1, mas não a família Red Bull: apoiado pela marca de energéticos, Alex vai disputar o DTM em 2021, além de manter a condição de reserva na F1.

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