F1

Chefe da Renault crê que teto orçamentário será “distração e trará problemas” para equipes grandes

Cyril Abiteboul, o manda-chuva da Renault, acredita que a implantação de um teto orçamentário na F1, planejado para 2021, complicará mais as equipes grandes - mesmo antes de tal ano, em razão do planejamento necessário
Warm Up / Redação GP, de São Paulo
 Cyril Abteboul (Foto: Renault)
O Liberty Media já informou às equipes o plano, dividido em duas partes, para implementar o teto orçamentário na F1 a partir de 2021. Faltando apenas dois anos para tal momento, as equipes já começam a se planejar. E, para a Renault, isso pode ser bom para que a distância entre os times menores e o top-3 diminua.

Segundo Cyril Abiteboul, chefe da equipe francesa, o problema será maior para Red Bull, Ferrari e Mercedes do que para as outras do grid: "Nossa vantagem é que não temos essa distração de pensar no futuro", disse, afirmando que o orçamento da Renault não deve sofrer por causa do teto.

Além disso, ele comparou os recursos humanos das equipes maiores com as principais: "Sabemos que temos um alto déficit em comparação às outras com que queremos lutar. Mas sabemos também que esse teto orçamentário pode ajudar."
Nico Hülkenberg será titular da Renault em 2019 (Foto: Renault)
"Nós podemos nos concentrar nas corridas e não precisamos pensar nos planos que afetarão, sejamos sinceros, mais às equipes com mais gente do que a nós", seguiu.

"Há aspectos positivos e negativos, mas não estou me queixando, temos um plano e levaremos ele à cabo", completou.

A ideia do Liberty Media é que, a partir de 2021, cada equipe gaste no máximo € 130 milhões (ou R$ 607 milhões, na cotação atual) por temporada. Os valores ainda não foram confirmados.