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F1

Chefe da Renault diz que Ricciardo aceitou corte no salário: “Se não, seria um problema”

Com contrato que se encerra ao final de 2020, Daniel Ricciardo aceitou ter seu salário reduzido em razão da pandemia do coronavírus, afirmou Cyril Abiteboul. Para o dirigente, aliás, o contrário traria dificuldades à Renault

Grande Prêmio / Redação GP, de São Paulo
Daniel Ricciardo verá seu contrato com a Renault se encerrar ao final de 2020. Com a temporada paralisada em razão da pandemia mundial do novo coronavírus, um dos assuntos no paddock da F1 é: o australiano voltará a correr pela equipe francesa?

Como não é possível saber se teremos corridas neste ano, e com os boatos sobre negociações de Ricciardo com outras equipes, é impossível responder. Até mesmo dentro da Renault. Mas uma coisa é certa segundo Cyril Abiteboul, o chefe do time francês: o australiano receberá um corte no salário em meio à tanta indefinição.

Foi o que ele revelou a 'Reuters' na última terça-feira (14): "Já tivemos esta discussão. Ele nos confirmou que aceita. Posso confirmar que haverá redução", disse o dirigente. Ricciardo recebe cerca de U$ 25 milhões por temporada, mais de R$ 125 milhões na cotação atual.
Daniel Ricciardo (Foto: Renault)
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"O problema seria se ele não tivesse aceitado esta ideia. Ainda precisamos acertar os termos mas, em princípio, posso reafirmar a vontade do grupo Renault em continuar na F1. Não acho que esta situação (da pandemia e cortes) vai desestabilizar nosso programa", continuou Abiteboul.

Para o dirigente, a questão da renovação do contrato de Ricciardo é atrapalhada pela falta de chances de ver seu desempenho neste ano: "Em uma temporada normal, nós já teríamos começado a trabalhar nisso. Teríamos avaliado o desempenho de Daniel nas quatro primeiras corridas e começado as discussões. Estamos cegos quanto a isso, mas temos que planejar mesmo assim."

"Talvez tenhamos que tomar esta decisão mesmo sem o início da temporada", seguiu.

Por fim, afirmou que a Renault tem maneiras de evitar que a saída de Ricciardo seja um problema, caso ocorra: "Seria se a gente não tivesse ideia de que pode acontecer. Por isso conversamos sobre e por isso temos nossa academia de pilotos", concluiu Abiteboul. 

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