Chefe da Toro Rosso acredita que novas regras não devem subverter equilíbrio de forças da F1

Para Franz Tost, as mudanças no regulamento técnico da F1 não devem promover uma revolução como a que aconteceu no início da temporada 2009 e levou a Brawn GP ao título inédito. Alto custo das novas regras deve manter times grandes na frente

O chefe da Toro Rosso, Franz Tost, discorda de quem pensa que as novas regras podem promover uma revolução no grid da F1. Na visão dele, o equilíbrio de forças da categoria em 2014 não será muito diferente dos últimos anos – nenhum time médio em 2012 ou 2013 será capaz de disputar o título.

“Não espero algo assim”, disse ao austríaco, fazendo referência à temporada 2009. Naquele ano, a introdução de novas diretrizes aerodinâmicas fez a Honda, rebatizada como Brawn GP, saltar do fim do grid para o topo do pódio na primeira corrida do Mundial.

Tost pensa que o equilíbrio de forças da F1 continuará mais ou menos o mesmo (Foto: Getty Images)

“Aquele foi um caso muito especial porque a Brawn venceu o campeonato por causa do difusor duplo. Não espero que algum time venha com uma solução tão surpreendente em 2014”, explicou.

“Espero que os times grandes fiquem à frente. Não espero que uma grande mudança, especialmente agora, já que eles possuem os recursos financeiros e o potencial humano para fazer quaisquer mudanças, o que você precisa fazer com um novo carro”, opinou.

Para Tost, “quanto mais dinheiro e mais recursos, mais sucesso você terá”.

Até aqui, a grande dúvida é saber se a Red Bull será capaz de ampliar sua sequência de títulos. Os tetracampeões mundiais começaram mal, em meio aos problemas do motor Renault, e completaram somente 21 voltas em quatro dias de testes no circuito de Jerez de la Frontera no fim de janeiro. A Toro Rosso, que também conta com propulsores franceses, é outra que tenta contornar essa situação.

GOSTA DO CONTEÚDO DO GRANDE PRÊMIO?

Você que acompanha nosso trabalho sabe que temos uma equipe grande que produz conteúdo diário e pensa em inovações constantemente. Mesmo durante os tempos de pandemia, nossa preocupação era levar a você atrações novas. Foi assim que criamos uma série de programas em vídeo, ao vivo e inéditos, para se juntar a notícias em primeira-mão, reportagens especiais, seções exclusivas, análises e comentários de especialistas.

Nosso jornalismo sempre foi independente. E precisamos do seu apoio para seguirmos em frente e oferecer o que temos de melhor: nossa credibilidade e qualidade. Seja qual o valor, tenha certeza: é muito importante. Nós retribuímos com benefícios e experiências exclusivas.

Assim, faça parte do GP: você pode apoiar sendo assinante ou tornar-se membro da GPTV, nosso canal no YouTube