Chefe da Toro Rosso dispara contra fichas de desenvolvimento e pede liberdade para montadoras trabalharem no motor

Franz Tost avaliou que o regulamento das fichas de desenvolvimento de motor é “absolutamente sem sentido”. Chefe da Toro Rosso pediu que as fábricas sejam livres para trabalharem em seus propulsores

Franz Tost não está satisfeito com o atual regulamento de motores da F1. O chefe da Toro Rosso cobrou uma modificação no sistema de fichas de desenvolvimento, que classificou como “absolutamente sem sentido”.
 
Com a chegada dos V6 turbo, a F1 introduziu no ano passado um sistema de fichas de desenvolvimento, para serem utilizadas em peças do motor baseado na influencia de cada uma deles na performance.
Franz Tost criticou a falta de liberdade para as fábricas desenvolverem seus motores (Foto: Getty Images)
Cada uma das três fabricantes que já forneciam o motor V6 turbo no ano passado pode utilizar 32 fichas em 2015. Já à Honda foi permitido usar apenas nove tokens para o aperfeiçoamento da unidade de energia.
 
 Essas fichas de desenvolvimento, entretanto, vão reduzindo ano a ano. O motor é composto por 66 tokens, sendo que em 2014/2015, os times podem utilizar 32. Em 2018/19, as equipes estarão limitadas a apenas três.
 
Falando à publicação holandesa ‘GPUpdate’, Tost afirmou que as fábricas deveriam ter liberdade para desenvolverem seus propulsores.
 
“Para mim, é absolutamente sem sentido”, afirmou. “Me lembro de ter dito três ou quatro anos atrás, que com o novo regulamento da unidade de potência, se uma fábrica está na frente, com a regra de fichas, as outras não podem alcançar”, seguiu.
 
“Naquela época, as fábricas disseram que tinham de economizar. E eu disse: ‘Na F1, você não pode economizar’”, recordou. “Agora nós temos uma situação onde a Mercedes está bem adiante e as outras atrás, e, por isso, deveria ser livre para que cada fabricante desenvolvesse o motor como quisesse”, defendeu.
 
“Se não tem dinheiro, não deveria estar na F1. É simples assim”, ressaltou. “Se as unidades de potência de Mercedes, Ferrari, Renault e Honda estivessem no mesmo nível, nós teríamos corridas muito boas. A Mercedes tem pilotos fantásticos com [Lewis] Hamilton e [Nico] Rosberg; temos [Sebastian] Vettel e [Kimi] Räikkönen na Ferrari; temos [Fernando] Alonso na McLaren. Isso significa que tem três ou quatro times que poderiam disputar o título. É isso que as pessoas querem ver, e é isso que eu mudaria”, concluiu.

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