F1

Chefe da Toro Rosso diz que “ninguém duvidou” do talento de Kvyat e avisa: o melhor “ainda está por vir”

Daniil Kvyat deixou a Toro Rosso pela porta dos fundos no fim de 2017. Os resultados eram fracos, mas não a ponto de fazer o chefe Franz Tost duvidar do talento. O dirigente vê o russo em condições de mostrar “do que é capaz” em 2019

Warm Up / Redação GP, de Berlim
 


Daniil Kvyat volta à Toro Rosso para a terceira passagem, e talvez a mais questionada de todas. O russo foi recontratado após deixar a equipe pela porta dos fundos e sem bons resultados no fim de 2017, passando a formar dupla com o anglo-tailandês Alexander Albon em 2019. Acontece que as dúvidas parecem existir só do lado de fora — internamente, o chefe Franz Tost diz que “ninguém duvida” da capacidade do russo de voltar a se destacar na Fórmula 1.
 
Isso porque, na visão de Tost, Kvyat saiu queimado da F1 por ser exigido demais cedo demais. O russo aparecer na Red Bull em 2015, mas acabou trocado por Max Verstappen no começo de 2016. O baque psicológico significou temporadas 2016 e 2017 abaixo das expectativas.

Kvyat estreou na F1 por meio da Toro Rosso em 2014. Naquele ano, o russo ingressou no grid do Mundial com 20 anos, ocupando a vaga deixada por Daniel Ricciardo, que partiu para a Red Bull para substituir o recém-aposentado Mark Webber. Hoje, Kvyat, nascido em 26 de abril, tem 24 anos.
 
“Eu sempre digo que um piloto jovem precisa de dois ou três anos para entender e trazer resultados no mundo complexo da F1, mas o Daniil mostrou velocidade desde o começo”, recordou Tost, falando de 2014. “Quando precisaram que ele fosse para a Red Bull, pareceu que ele estava pronto para o desafio. Ele teve boas atuações, mas competir sob pressão sempre vai ser um desafio. Olhando para trás, percebemos agora que era cedo demais”, seguiu.
Daniil Kvyat volta a ter chance na F1 em 2019 (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)
“Ele passou por um momento difícil quando voltou [para a Toro Rosso] em 2016. Era psicologicamente difícil, mas ninguém duvidou de suas habilidades. Eu realmente acredito que ele merece outra chance na F1 e sinto que o melhor dele ainda está por vir. Ter tempo para amadurecer enquanto pessoa, longe das pistas, vai ajudá-lo a mostrar do que é capaz na pista”, ponderou.
 
Kvyat ficou sem espaço na F1 após a demissão no fim de 2017. A solução foi assumir a condição de piloto de simulador na Ferrari ao longo de 2018. Quando parecia que o vínculo com Faenza estava acabado de vez, a combinação da ida de Pierre Gasly para a Red Bull com os resultados fracos de Brendon Hartley permitiu um novo ciclo.
 
A pré-temporada da F1 começa em 18 de fevereiro, em Barcelona. O primeiro GP, por sua vez, fica para 17 de março, na Austrália.