Chefe de equipe afirma que permanência de Kobayashi na Sauber não depende de dinheiro

Monisha Kaltenborn diz que seria injusto obrigar o piloto a levar patrocínio à equipe agora, uma vez que ele não fez isso quando chegou à Sauber no início de 2010

Kamui Kobayashi vive um drama para seguir na F1 e nem os Cavaleiros do Zodíaco podem ajudá-lo. Sem patrocinadores fortes para bancar sua permanência na categoria para o próximo ano, o japonês vê seu lugar a Sauber ser disputado a tapa por inúmeros pilotos, como Esteban Gutiérrez — atual reserva, mas que conta com o forte patrocínio da Telmex, a mesma empresa que banca a carreira de Sergio Pérez.

Desde 2010 na Sauber, Kamui faz, em 2012, sua melhor temporada na categoria, e já tem quase a soma de todos os pontos que havia feito desde que começou a correr na F1 sem contar este ano. Negociando para seguir na categoria, Koabyashi revelou, recentemente, que vem conversando com empresas japonesas desde que conquistou o terceiro lugar no GP do Japão, seu melhor resultado na F1.

Kobayashi negocia para continuar na Sauber na próxima temporada (Foto: Sauber)

Chefe de equipe dos suíços, Monisha Kaltenborn deixou claro que conhece muito bem o potencial do seu piloto e avisou que não vão serão as últimas duas provas do atual campeonato — Estados Unidos e Brasil — que vão definir o futuro dele na Sauber no próximo ano. “Ele está conosco há três temporadas e nós o conhecemos muito bem”, disse a dirigente indo-austríaca em entrevista coletiva concedida nesta manhã em Austin, no Texas.

“Quando ele veio para a F1, nós lhe demos a confiança necessária, sem qualquer experiência, para mostrar que ele é um piloto muito talentoso. A partir dessa perspectiva, a equipe o conhece e confia nele”, continuou.

A comandante do time suíço negou que a vinda a patrocinadores esteja atrelada a permanência de Kobayashi na equipe em 2013 e relembrou que o piloto chegou à Sauber sem levar dinheiro algum. “Nós não fizemos isso no final de 2010 quando com relação à equipe, nós estamos começando do zero novamente”, disse Monisha, relembrando o fim da parceria com a BMW.

“Naquela época, nós o trouxemos por conta de seu puro talento e ele não trouxe nenhum patrocinador. Então, não acho que seja justo fazer isso agora e criar um problema. Não há nenhuma pressão sobre ele. [Seguir na equipe ou não] está condicionado apenas aos resultados que ele consegue na pista”, finalizou.

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