F1

Chefe diz que Mercedes ajudou Hamilton a se livrar de “complicações na vida”

Um diamante, mas que ainda precisava ser lapidado. Essa é a definição do chefe Toto Wolff para o Lewis Hamilton de 2013, de chegada na Mercedes. O dirigente acredita que colaborou com a evolução do britânico, hoje mais estável na vida e na carreira

Grande Prêmio / Redação GP, de Porto Alegre
O Lewis Hamilton de hoje em pouco lembra o de 2013, então de chegada na Mercedes após anos de McLaren. Só que não é uma questão apenas de resultados, com o britânico se aproximando do hexacampeonato na Fórmula 1 em 2019: de acordo com Toto Wolff, chefe da equipe prateada, a vida pessoal de Lewis também se transformou para a melhor.
 
A análise de Wolff é de que Hamilton encontrou uma estabilidade na vida pessoal muito necessária para dar o próximo passo na carreira. Menos atormentado por “complicações”, o #44 se tornou um piloto ainda mais veloz e preciso.
 
“Ele [Hamilton] é uma parte por completo dessa equipe e evoluiu como piloto, mas é um ser humano ainda mais espetacular”, destacou Wolff, falando ao site oficial da F1. “Quando ele veio da McLaren, senti que ele era como um diamante a ser lapidado. Você via complicações na vida dele, talvez uma falta de estabilidade e de entendimento de o que precisava. Tudo isso desapareceu ao longo dos anos de Mercedes”, comentou.
Lewis Hamilton foi lapidado pela Mercedes, diz Toto Wolff (Foto: AFP)
“A cada ano ele se tornou um Lewis melhor e, vou bater na madeira, mas nós quase não vimos erros nos últimos dois ou três anos. E, se eles acontecem, ele é o primeiro a admitir. Isso contribuiu com nossa cultura de ser brutalmente honesto um com o outro”, seguiu.
 
Um dos pontos que contribuiu para a evolução de Hamilton na F1 foi a liberdade encontrada na Mercedes. O ambiente em Brackley permitiu que o britânico focasse mais em hobbies no tempo livre entre GPs.
 
“Acho que precisamos parar de colocar pessoas em caixas e determinar que é assim que um piloto precisa ser. Você simplesmente precisa se esforçar para entender o humano que existe dentro de um capacete. Acredito que o Lewis tem outros interesses, como música e moda, e isso ocupa a cabeça entre as corridas. Eu acho que se divertir é algo muito positivo e muito importante para a performance na pista. Somos muito abertos um com o outro sobre o que fazemos. Fazendo Facetime, nos mandamos vídeos. Eu me sinto em uma situação muito boa com ele”, encerrou Wolff.
 
Com liberdade e felicidade, Hamilton chega ao fim da primeira metade da temporada da F1 com caminho livre para conquistar o título pela sexta vez. O britânico tira proveito de uma Mercedes que consolidou o domínio, deixando de vencer apenas dois dos primeiros 12 GPs do ano.
 
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