Chefe diz que Renault quer seguir na F1 “por muito tempo” e mostra otimismo com futuro

O chefe Cyril Abiteboul não vê motivos para pânico a respeito do futuro da Renault na F1. O dirigente destacou a tradição dos franceses no automobilismo e refletiu que a pandemia do coronavírus tem efeitos positivos sobre a categoria

A semana passada foi turbulenta para a Renault. A montadora já sofria com as duras consequência da pandemia do coronavírus, que fez despencar o consumo de carros ao redor do mundo, e agora negocia um empréstimo bilionário com o governo francês para garantir a sobrevivência. Só que Cyril Abiteboul, chefe da escuderia na Fórmula 1, não vê motivos para pânico: o envolvimento com automobilismo segue intacto.
 
Abiteboul reconheceu que as consequências exatas da pandemia não estão claras tanto para a Renault quanto para a F1. O dirigente, mesmo assim, olhou para o lado positivo: a categoria adotou medidas de contenção de gastos, algo que os franceses já defendiam.
 
“É uma grande crise, então é difícil prever agora quais serão os efeitos”, disse Abiteboul, entrevistado pelo site ‘Motorsport.com’. “Só que todas as coisas que estão acontecendo, como melhor distribuição da premiação, teto orçamentário mais baixo, muito mais baixo do que era… Sendo franco, provavelmente será muito bom para nós. Está muito próximo do nível em que estamos operando hoje. Esse é um modelo de negócios muito melhor, acredito. Se as condições já eram boas para montadoras entrarem no esporte no passado, será ainda melhor amanhã”, seguiu.
Cyril Abiteboul não quer saber de pânico (Foto: Renault)
“Nós queríamos conter a corrida louca de desenvolvimento de motor. É realmente insano o que nós gastamos com motor, e isso é algo que finalmente vai mudar. Nossa voz finalmente foi ouvida, talvez como uma voz representando bom senso”, destacou.
 
As declarações de Abiteboul também ajudam a apaziguar os rumores a respeito da saída da Renault da F1. O dirigente destacou que o automobilismo ainda é importante para os valores da montadora.
 
“Nós estamos na F1 desde os anos 1970. Nós somos leais à F1 e claramente, olhando adiante, é importante seguir leal às raízes, à história. O automobilismo tem um valor único e uma grande contribuição [para consumo de carros]. É automobilismo, mas é emoção também, e a Renault é emoção. Tudo isso significa muito. É por isso que estamos aqui há décadas e queremos continuar por muito tempo”, encerrou.
 
Se a Renault vai mesmo continuar, será necessário tomar decisões importantes a respeito de 2021. A equipe perdeu Daniel Ricciardo, de partida para a McLaren ao fim de 2020 e precisa buscar um companheiro para Esteban Ocon. O nome de Valtteri Bottas, possivelmente trocado por George Russell na Mercedes, já começou a ser ventilado.

 

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