Chefe da F1 diz que calendário poderia ter “mais de 30 GPs”: “Todo mundo quer um”

Stefano Domenicali, chefe da F1, revelou que vários países estão interessados em receber provas da categoria, mas que 24 corridas é o número máximo para o calendário

Com 23 corridas agendadas, a temporada 2023 da Fórmula 1 possui o maior calendário da história da categoria. Mas o número, acordado entre a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e o Liberty Media (o grupo detentor dos direitos comerciais), poderia ser muito maior, de acordo com o chefe da F1, Stefano Domenicali.

O dirigente italiano revelou ainda que vários países estão interessados em sediar um GP da maior série do esporte a motor no mundo: “Poderíamos ter hoje mais de 30, até 32 GPs, porque todo mundo quer um.”

Entre as nações que tiveram os seus interesses amplamente divulgados estão a África do Sul, a Grécia e a Croácia. Além disso, o GP da Rússia, em Sóchi, está fora do calendário por conta da Guerra da Ucrânia, mas não está descartada a sua volta após o conflito.

Domenicali também explicou que o crescimento da categoria se deve ao lançamento da série Drive To Survive, na Netflix. Segundo o italiano, “um em cada três fãs que vão a um GP, vão pela primeira vez”, e isso tem ligação com o tamanho do calendário.

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Agendado para 18 de novembro, GP de Las Vegas será uma das novidades da F1 no calendário de 2023 (Foto: Fórmula 1 / Reprodução)

Um exemplo citado pelo chefão foram os acréscimos de um para três GPs realizados nos Estados UnidosMiami estreou no ano passado e Las Vegas participará pela primeira vez da temporada neste ano, sendo que ambas se juntaram a Austin, no Circuito das Américas, que “há três anos, estava sendo avaliado sua continuidade”.

Não é a primeira vez que o chefe da F1 fala sobre o aumento no número de etapas em uma temporada. Em outubro do ano passado, em entrevista ao portal alemão Motorsport-Magazin.com, ele contou que “23 para 24 corridas são bons números” e que “os locais são definidos em torno desses números”, considerados os máximos.

“Costumávamos ter 15 corridas, mas era outra situação. Há muito interesse agora, e espero que cresça ainda mais no futuro. Ao criar o calendário, o lado financeiro é muito importante. Há muito mais ofertas do que datas disponíveis. Levamos em conta a beleza da pista em si, o investimento, as atividades para os fãs e o interesse das equipes fabricantes envolvidos”, explicou o dirigente.

A expectativa é de que em 2024 a F1 atinja o limite de 24 corridas com a volta do GP da China, que desistiu de sediar neste ano e não foi substituído, segundo Domenicali, porque “o benefício econômico de uma corrida substituta não valia as considerações logísticas e de sustentabilidade para a F1 e nossas equipes”.

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