Chefe pede que Mercedes “não se acomode” na F1: “A vantagem não significa nada”

A performance de pista leva a crer que a Mercedes vai nadar de braçada em 2021. Só que o chefe Toto Wolff não cai nessa: o dirigente fica de olho na Red Bull para não ficar acomodado

Três vitórias, cinco pódios, liderança tanto no Mundial de Pilotos quanto no de Construtores. A situação atual da Mercedes é ótima, mas não a ponto de permitir sonos tranquilos do chefe Toto Wolff. O dirigente revelou medo de que a concorrência se aproxime caso a escuderia alemã fique acomodada demais na temporada 2020.

“Não tenho certeza se nossos adversários estão mesmo se desmanchando”, disse Wolff após o GP da Hungria. “Nós vimos a Red Bull sofrendo no fim de semana inteiro, mas eles tinham um carro bem decente para a corrida. O carro não parecia capaz de largar, mas os mecânicos fizeram um grande trabalho. As vantagens não significam nada. Olhando para o Mundial de Pilotos, são 30 pontos do Lewis [Hamilton] para o Max [Verstappen]. Um abandono e a vantagem se foi. Você precisa ir em frente”, afirmou.

Toto Wolff não quer se acomodar na temporada 2020 (Foto: Mercedes)

Apesar dos comentários de Wolff, o adversário mais próximo de Hamilton em 2020 ainda é Valtteri Bottas. O finlandês, que teve um GP da Hungria de pouco brilho, está 5 pontos atrás do britânico. Mesmo em um cenário de no máximo briga interna entre pilotos, Toto segue de olho no que rivais fazem.

“Não podemos nos deixar levar pelo pensamento de que somos os melhores, porque é aí que você começa a perder. Acho importante conseguir cada ponto. Cada sessão precisa ser aperfeiçoada, cada fim de semana precisa ser aperfeiçoado para somar pontos. De certa forma, a conquista de três vitórias em três corridas é algo de que podemos nos orgulhar. Resolvemos os problemas do GP da Áustria e precisamos nos alegrar com como as coisas correram até aqui. Só que a vantagem nunca será grande a ponto de ficar confortável”, encerrou.

Caso confirme os títulos, a Mercedes chega a sete anos de hegemonia na F1. A equipe domina o esporte desde o início da era turbo, em 2014. Com o desenvolvimento dos carros congelados, a esquadra de Brackley já fica na pole-position para repetir a dose em 2021.

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