Chefe da Red Bull condena ataques a Hamilton: “Tolerância zero com racismo”

Christian Horner afirmou que a Red Bull seguirá trabalhando com a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e a Fórmula 1 para erradicar o racismo do esporte

Hamilton resiste após batida com Verstappen e vence GP da Inglaterra (Vídeo: Reuters)

Chefe da Red Bull, Christian Horner usou as redes sociais para condenar o racismo sofrido por Lewis Hamilton após o GP da Inglaterra de domingo (18). O dirigente lembrou a grande rivalidade do esporte, mas destacou que os insultos não devem ser tolerados.

A corrida em Silverstone foi marcada por um incidente polêmico entre Hamilton e Max Verstappen. Segundo no grid, o piloto da Mercedes começou o GP mostrando agressividade, jogando duro com o holandês pela liderança.

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Depois de alguns toques, o auge da briga aconteceu na Copse, a curva 9, quando a roda dianteira do #44 tocou o pneu traseiro esquerdo do rubro-taurino. O holandês rodou e bateu forte, provocando a interrupção da corrida em bandeira vermelha.

O GP foi retomado após meia hora de paralisação, e Lewis punido com 10s e dois pontos pelos comissários da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), mas mesmo assim conseguiu vencer. Verstappen, por sua vez, foi levado ao hospital para passar por exames após um impacto de 51G, mas foi liberado sem lesões maiores.

A cúpula da Red Bull foi rápida em condenar Hamilton. Horner pediu punição imediatamente após o choque e Helmut Marko, consultor dos rubro-taurinos, classificou o lance como “negligente, perigoso e imprudente”.

Nesta manhã, porém, a Red Bull foi uma das equipes que mostrou solidariedade a Hamilton após uma nota conjunta de F1, FIA e Mercedes para condenar o racismo. Além de um comunicado emitido pela equipe, Horner também se manifestou pela internet.

“Embora a rivalidade seja intensa na pista por causa do campeonato, emoções altamente carregadas nunca devem cruzar a linha do abuso racista”, disse Horner. “Temos tolerância zero com racismo na nossa equipe e, pessoalmente, sinto fortemente que os responsáveis por este tipo de abuso devem ser responsabilizados”, seguiu.

“Vamos continuar a apoiar a FIA e a F1 para erradicar isso do nosso esporte”, completou.

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