F1

Chefe revela que Mercedes temeu por abandono de Hamilton após falha de freios na largada do GP do México

A cúpula da Mercedes temeu por um fim de corrida precoce de Lewis Hamilton no México, depois que o inglês enfrentou problemas com os freios na primeira volta da corrida. Ainda assim, a equipe preferiu controlar a falha e evitou um pit-stop ainda no início da prova

Warm Up / Redação GP, de Curitiba

A Mercedes temeu pelo pior na primeira volta do GP do México, corrida disputada no último domingo (30). Largando da pole-position, Lewis Hamilton enfrentou uma falha no disco de freio dianteiro direito, que travou na freada da curva 1, fazendo o piloto escapar na área de escape. O inglês liderava o pelotão no momento do incidente e conseguiu se manter à frente. O contratempo ainda causou vibrações no pneu, e isso colocou a equipe prateada em alerta. Só que safety-car, ainda no giro inicial, ajudou o britânico a administrar o problema. 
 
Hamilton, então, parou para seu único pit-stop da prova na volta 17, quando mudou os pneus macios para os médios. "Ele fritou bem os pneus e as vibrações eram bastante assustadoras desde o início", disse Toto Wolff, chefão da esquadra alemã.
 
"Simon [Cole, engenheiro de corrida], Paddy [Lowe, diretor-técnico] e eu tivemos uma conversa pelo rádio para saber se devíamos ou não fazer um pit-stop por razões de segurança. Em qualquer outra corrida, nós teríamos feito o pit-stop e perdido a corrida, mas nós optamos por mantê-lo na pista ao invés de colocar em risco seu campeonato. E fomos acompanhando, volta a volta, as vibrações."
Hamilton frita pneus na após largada do GP do México (Foto: Red Bull Content Pool)

"Nós decidimos parar um pouco antes, porque as vibrações estão realmente grandes, e isso poderia ter causado uma falha de suspensão. Ou seja, poderia ter destruído a corrida dele. Não foi uma situação confortável", completou.
 
Depois da parada, Hamilton voltou com os compostos médios e apenas controlou o ritmo de corrida, caminhando até com facilidade para a oitava vitória em 2016, a 51ª da carreira. O triunfo o deixou agora 19 pontos atrás do rival e companheiro de equipe, Nico Rosberg, que tem a chance de fechar o campeonato já no Brasil, na semana que vem.