F1

Chefe vê Haas “na merda” e classifica GP da França como “pior fim de semana” na F1

Guenther Steiner avaliou que a Haas teve no GP da França seu pior fim de semana em sua curta história na Fórmula 1. Dirigente avaliou que o time vive uma situação bizarra, já que sequer entende o que há de errado com os carros de Romain Grosjean e Kevin Magnussen

Grande Prêmio / Redação GP, de São Paulo
A Haas segue perdidinha na temporada 2019 da Fórmula 1. Ainda sem entender a razão dos problemas de performance, Guenther Steiner avaliou que o time teve no GP da França o “pior fim de semana” de sua história no Mundial.
 
Nas últimas três corridas, a Haas somou um único ponto. Em Paul Ricard, Kevin Magnussen largou apenas em 17º, só à frente das Williams, e recebeu a bandeirada na 16ª colocação. Romain Grosjean, por sua vez, abandonou para economizar quilometragem no motor. 
 
Assim, a Haas ocupa a nona posição no Mundial de Construtores após oito corridas, à frente apenas da Williams, que ainda não pontuou. 
Guenther Steiner admitiu que a Haas está perdidinha (Foto: AFP)
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O que torna uma corrida de qualquer categoria legal? E chata?



“Nos nossos quatro anos de história, acho que este foi, no geral, nosso pior fim de semana”, disse Steiner. “Na corrida, ainda tivemos dificuldades. Não sei. O que é bizarro para mim é que o carro que era bom o bastante para se classificar em sétimo e oitavo na primeira corrida e aí em sexto em Monte Carlos, de repente, e o penúltimo”, continuou.
 
“Não me pergunte o que é isso, eu não sei. Então, por favor, nem pergunte, pois eu não responderia”, declarou. “Nós precisamos descobrir. Para ser honesto, é muito desapontador, porque terminar nessa situação, e não entender isso, é a pior coisa”, ponderou.
 
Durante o GP do Canadá, Kevin Magnussen reclamou do carro ainda pelo rádio e acabou silenciado por Steiner. Agora, no entanto, o dirigente acredita que a situação foi pior do que em Montreal.
 
“Em Montreal, pelo menos a classificação [foi ok]. Colocamos um carro no Q3. Mas aqui, aqui ficamos felizes por avançar com um do Q1”, comparou. “Então é muito pior. Aí se você pensar em Monte Carlo, nos classificamos em sexto. É difícil dizer em Monte Carlo, porque todos eram lentos por razões óbvias. Mas o ritmo de corrida também estava lá. Então é muito bizarra erra coisa toda”, insistiu. 
 
“Romain comentou que o carro é muito bom de guiar, mas é lento. O carro sai de frente ou de traseira de repente? Não. Está tudo bem. Só é lento, não tem aderência o bastante”, comentou.
 
Por fim, o dirigente avaliou que ficar deprimido ou com raiva não vai ajudar a Haas a melhorar.
 
“Você precisa se livrar da raiva e apenas continuar trabalhando. Foi isso que eu disse aos rapazes: ‘Você precisa trabalhar muito mais agora do que antes, porque agora nós estamos na merda’”, revelou. “Não faz sentido esperar que algo apareça, você precisa voltar agora e entender o motive de estarmos onde estamos”, alegou.
 
“É só isso que você pode fazer. E aí, quando souber o motivo de estar onde está, aí pode encontrar soluções”, ponderou. “Se você não sabe isso, como pode trabalhar em soluções? Você trabalha em tudo e aí, com as melhores coisas, você faz um carro novo”, concluiu.
 
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