Horner aponta ‘italianismo’ como problema da Ferrari: “Precisa voltar a ser equipe de corrida”

Christian Horner, chefe da Red Bull, comparou a metodologia de sua equipe com a Ferrari e argumentou que a força nacional dos italianos também gera "grande influência" da mídia local, o que atrapalha nas tomadas de decisões

Depois de se tornar a responsável por encerrar o domínio da Mercedes no Mundial de Pilotos da F1, em 2021, a Red Bull entrou no novo regulamento técnico da categoria como principal força do esporte e encontrou na Ferrari sua principal adversária — ao menos, na primeira parte do ano passado. No entanto, a tradicional escuderia italiana se enrolou nas próprias pernas e não conseguiu ameaçar de fato a conquista dos taurinos em 2022, até que a temporada atual trouxe um dos domínios mais acachapantes de toda a história.

Em 20 corridas realizadas pela Fórmula 1 em 2023, a Red Bull venceu incríveis 19, com a exceção sendo justamente o triunfo de Carlos Sainz, da Ferrari, no GP de Singapura. Questionado sobre o que falta para que a equipe austríaca volte a ter alguma competitividade na categoria, o chefe Christian Horner disse que os italianos precisam focar em “ser uma equipe de corrida”.

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Segundo ele, a força nacional imposta pela Ferrari na Itália acaba atrapalhando a própria escuderia, já que a enorme repercussão e o grande número de pessoas no comando dificultam a determinação de um caminho claro a seguir.

“Acho que o principal problema da Ferrari é ser uma equipe nacional. Ela precisa voltar a ser uma equipe de corrida”, avaliou Horner em entrevista ao podcast Eff Won with DRS. “É uma instituição italiana, e provavelmente há pessoas demais no comando. Todo mundo tem uma opinião e uma palavra a dizer”, pontuou.

Christian Horner, GP da Inglaterra, Silverstone, Red Bull, F1 2023
Horner disse que uma das principais forças da Red Bull é a capacidade de tomar decisões rápidas (Foto: Red Bull Content Pool)

Na opinião do chefe da Red Bull, a principal força dos taurinos reside justamente no fato de tomar decisões rápidas. Conhecida pela pouca paciência com seus pilotos, a equipe baseada em Milton Keynes não costuma hesitar antes de escolher caminhos difíceis, enquanto os ferraristas — ainda segundo Horner — costumam sofrer “muita influência” da mídia italiana.

“Olhando de fora, uma de nossas forças é o fato de nos movermos rapidamente”, apontou. “Tomamos decisões e nos mantemos fiéis a elas. Se for a decisão errada, nós mudaremos”, garantiu.

“Acho que, para a Ferrari, os jornais têm muita influência no que acontece lá”, explicou. “Então, estar na Ferrari traz uma grande pressão”, completou o britânico.

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