Coluna Apex, por Andre Jung: Holofotes

Hoje, é Max Verstappen o piloto que provoca expectativas e combate a perda de audiência - holandeses que o digam - que a F1 vem acumulando nos últimos anos. A F1 precisa de Max. E ele, seus pais e patrocinadores sabem muito bem disso

Well, o GP da Bélgica não foi lá uma corrida muito empolgante. Sendo assim, sobrou pra Max Verstappen continuar a ser o assunto. Para o bem ou para o mal, tem sido ele o principal motivador de textos e debates.

 
Não gosto de abordar na Apex aquilo que já foi exaustivamente tratado pela imprensa depois do desfecho da prova, mas, nesse caso, também vou dar meus pitacos.
 
Max é um grande talento e é impossível não lembrar de alguns grandes campeões: Senna e Schumacher são constantemente mencionados quando as atitudes e performances do rapaz são colocadas em perspectiva histórica.
 
Esses dois estão no panteão dos maiorais, porém, esse início de carreira do jovem holandês também me lembra Jody Sheckter, um campeão mundial que não deixou grandes saudades e que foi um enfant terrible nos primórdios de sua carreira na F1.
 
Não gosto nada de vê-lo ziguezaguear para proteger posição, coisa que já se repetiu algumas vezes, mas não posso deixar de reconhecer nele algo de especial que claramente o distingue de outros jovens velozes que a Red Bull apresenta a cada temporada.
 
O fato é que esse menino é um precioso ativo para a categoria, que ressente uma perda de atratividade com o público jovem. Seu sucesso é o sucesso da renovação, coisa que precisa acontecer dentro da pista e com o público ao redor do mundo.
 
Hoje, é Max o piloto que provoca expectativas e combate a perda de audiência – holandeses que o digam – que a F1 vem acumulando nos últimos anos. A F1 precisa de Max. E ele, seus pais e patrocinadores sabem muito bem disso.
(Arte: Marta Oliveira)
Talvez essa seja a explicação para a tolerância dos fiscais com as manobras polêmicas do garoto. Sebastian Vettel já está com pecha de reclamão, mas Kimi Räikkönen não é de fazer espuma. O finlandês está convicto de que em breve um acidente de grandes proporções será provocado por Verstappen. E não é só ele.
 
Na Bélgica, ao meu ver, Max merecia uma punição pela atitude na largada. Depois de uma partida ruim, pressionado por ser o único entre os líderes a largar com pneus macios, ele resolveu ir para o tudo ou nada, freando tarde e se enfiando na tangente da primeira curva. Todos os pilotos são alertados para o enorme índice de insucesso dessa escolha. Perde-se a asa dianteira, quebra-se a suspensão, e outros problemas que rotineiramente acabam na primeira volta com as chances de fazer uma boa corrida.
 
Foi o que aconteceu com Max. Foi o que ele provocou com as duas Ferrari. Estragou a sua corrida e a da equipe italiana. Arrogante, declarou via rádio que haviam arruinado sua prova. Hoje, o jovem coleciona fãs mundo afora e desafetos dentro da pista. Ok, fazer amigos não é o que os pilotos buscam, mas não é preciso transformar adversários em inimigos. Caso continue a agir como quem não se importa com os perigos a que expõe qualquer um que tente ultrapassá-lo, logo terá uma grande coleção deles.
 
Max é muito importante para os investidores, é muito importante para os torcedores, é muito importante para a renovação da F1. Excesso de holofotes pode fazer o garoto queimar o filme.
 
Os três primeiros tiveram bastante a comemorar: Rosberg porque venceu e isso basta, Ricciardo porque fez o melhor resultado que seu carro permitia e Hamilton por chegar ao pódio partindo da última fila. Entretanto, a Force India seguramente foi a equipe mais feliz ao final do GP belga.
 
Num momento conturbado graças às ações penais que Vijay Mallya sofre na justiça indiana, a equipe responde com uma sólida evolução que hoje a coloca claramente à frente da Williams.
 
Depois de ver que suas esperanças de terminar entre as três primeiras equipes no Mundial de Construtores era um sonho, os responsáveis da equipe justificaram com o argumento do orçamento grandioso de Mercedes, Red Bull e Ferrari. Agora que a Force India tomou seu quarto lugar, terão de encontrar outras razões.
 
Felipe Massa teve uma corrida modesta. As ultrapassagens, que outrora foram uma virtude do brasileiro, hoje parecem seu ponto fraco. Em muitas oportunidades temos visto Massa encostar no carro à frente, andar junto algumas voltas e depois perder rendimento.
 
Foi assim com Alonso na Bélgica. Pressionou, mas acabou dominado pela McLaren. Devia ter dado rápida passagem a Valtteri Bottas, que teria sua chance de passar pelo espanhol e diminuir o prejuízo perante à Force India.
 
Enquanto isso…
 
… a evolução da Honda tornou-se mais nítida com a performance de Alonso na Bélgica…
 
…ao suportar a pressão da Williams de Massa empurrada por motor Mercedes nas longas retas de Spa, ficou claro que hoje sua unidade de potência está muitos patamares acima do que vimos apenas um ano atrás.
 
PADDOCK GP #44 DEBATE VITÓRIAS DE ROSBERG EM SPA E DE RAHAL NO TEXAS

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