Coluna Apex, por Andre Jung: Uma vela para Vettel

Não me recordo, nos quase 50 anos que acompanho a F1, de uma sequência tão desastrosa a fustigar um candidato ao título. Acendam uma vela, um defumador, ou qualquer coisa que afaste essa maré

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A impressionante derrocada da Ferrari já serve de alimento para os arautos da teoria da conspiração. Sim, aquela turba que se apressou em diagnosticar que Dilma Rousseff e seus asseclas haviam sorrateiramente vendido a Copa para os alemães, justificando assim nosso fiasco histórico, voltaram a se assanhar. Dessa vez foram os chefões de Maranello que negociaram o título, novamente com os milionários alemães.
 
Diversão à parte, não me recordo, nos quase 50 anos que acompanho a F1, de uma sequência tão desastrosa a fustigar um candidato ao título. Se no Japão a possibilidade de vencer não era evidente – Sebastian Vettel herdou a segunda posição no grid, graças à punição de Valtteri Bottas –, tinha uma chance real de superar Hamilton na largada, e assim dificultar bastante as coisas para a Mercedes.
 
Mais uma vez o que vimos foi o desespero da Ferrari com seu carro ferido de morte antes mesmo das luzes vermelhas se apagarem. Uma vela! Acendam uma vela, um defumador, ou qualquer coisa que afaste essa maré.
 
Azar é palavra proibida, ninguém na F1 a pronuncia, mas não encontro melhor para definir essa estranha sequência de problemas que desabou sobre os vermelhos, num momento decisivo da disputa. O carro é bom, e rápido, mas problemas inusitados teimam em fazê-lo andar poucos metros a cada GP.
(Ilustração: Marta Oliveira)

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A demissão de Jolyon Palmer estava na agenda faz tempo, porém a súbita transferência de Carlos Sainz Jr. demonstra um grande desapego da Red Bull pela versão italiana do time. A Toro Rosso enfrenta uma briga boa no meio do pelotão e Carlos ocupa um muito honroso nono lugar na tabela do Mundial de Pilotos. Graças à boa pontuação a equipe segue em sexto lugar no Mundial de Construtores, 14 pontos atrás da Williams. A esquadra de Faenza também é perseguida de perto por Haas e, vejam só, Renault, que segue a 11 pontos do time dos energéticos.
 
Dos 52 pontos da Toro Rosso na tabela, 48 foram convertidos por Sainz, o que nos leva à crer que com Pierre Gasly e Daniil Kvyat a chance de zerar as próximas corridas é muito grande. Já a Renault, que vem melhorando corrida após corrida, deve dobrar a possibilidade de pontuação, o que pode servir para superar até mesmo a Williams até o final da temporada.
 
A inconsistência de diversos pilotos deve motivar a entrada de uma nova geração em 2018. Pierre Gasly já antecipou sua entrada, aproveitando a crise interminável de Danill Kvyat, que não creio que fica ano que vem. Palmer já foi defenestrado, Pascal Wehrlein está na berlinda e Felipe Massa segue abaixo da expectativa.
 
Muito tranquilo, Hamilton evita comemorações antecipadas, mas já deve ter encomendado uma senhora festa, sua vantagem é enorme e são boas as chances de vencer o campeonato até mesmo no GP dos EUA.
Sebastian Vettel vive uma fase infernal na F1 (Foto: Ferrari)

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Enquanto isso…
 
…Cotado para substituir Gasly pela Toro Rosso em Austin – o francês terá pela frente a disputa do título da Super Formula – Robert Kubica enfrenta uma dura questão…
 
…Se for à pista terá de reembolsar o milionário seguro que recebeu por ter sido ‘definitivamente’ afastado das corridas de F1…
 
…Como essa oportunidade seria de apenas uma prova, o risco é alto, com um contrato para ao menos uma temporada em mãos seria justificável a devolução…
 
…Sendo assim, provavelmente será Sébastien Buemi quem terá a oportunidade de experimentar os velozes carros de 2017.
 
’EXTRAORDINÁRIO’

DI GRASSI VÊ HAMILTON COMO UM DOS TRÊS MAIORES DA HISTÓRIA

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