Coluna Rookie Text, por Gabriel Curty: Gigante cada vez mais adormecida

A realidade da Williams em 2013 será brigar, mais uma vez, no pelotão intermediário e em condições de inferioridade em relação à Sauber, à Force India e à Toro Rosso

 

Considerada uma das três maiores equipes da história da F1, a Williams atravessa um péssimo momento. E isso não é de hoje: a escuderia inglesa não vem tendo grandes resultados desde 2004, quando os pilotos titulares eram o colombiano Juan Pablo Montoya e o alemão Ralf Schumacher. A equipe que teve por sete vezes o piloto campeão da temporada, hoje conta com o inconsistente venezuelano Pastor Maldonado e com a incógnita finlandesa Valtteri Bottas.
 
Porém, o maior problema não parece estar em quem guia, mas, sim, nos carros que a equipe apresentou nos últimos anos. Apesar da vitória de Maldonado em Montmeló no ano passado, a Williams pouco frequentou o pódio, mesmo contando com bons valores como Nico Rosberg, Mark Webber, Nico Hulkenberg, Rubens Barrichello e outros. Após o oitavo lugar no Mundial de Construtores na temporada passada, a expectativa para esse ano não vai muito além. O FW35, carro da equipe para o campeonato de 2013, é um dos mais fracos nos treinos e também não mostrou ter bom ritmo de corrida. Portanto, se virmos Bottas ou Maldonado no Q3, já devemos ficar surpresos.
 
O fim de semana não foi fácil para Maldonado. E pelo jeito, a Williams vai sofrer neste ano (Foto: Getty Images)
 
Dona de nove títulos entre os Construtores, sendo o último deles conquistado junto com o título mundial de Jacques Villeneuve, a realidade da Williams em 2013 será brigar, mais uma vez, no pelotão intermediário e em condições de inferioridade em relação à Sauber, à Force India e à Toro Rosso. Não é de hoje que a escuderia vive maus momentos financeiramente, e isso é refletido na necessidade de contratação de pilotos com enormes patrocínios. Um exemplo da manifestação da crise econômica da Williams foi o fim da temporada 2010, em que a equipe gostaria de manter seus titulares, mas teve de dispensar Hulkenberg pelo fato do alemão não ter um patrocínio do calibre da PDVSA, patrocinadora de Maldonado. A F1 vive um momento onde pilotos sem grandes fundos não têm espaço, e a Williams é uma das escuderias que mais precisam destes recursos financeiros.
 
A pré-temporada não foi boa e a corrida realizada em Melbourne, muito menos. Maldonado foi parar na brita com um carro que considerou inguiável e Bottas foi o 14° dentre os 18 que completaram a prova, à frente apenas das chamadas ‘nanicas’. Na, classificação, Pastor superou apenas Marussia e Caterham e o mexicano Gutiérrez, que bateu. Com as ‘gigantes’ cada vez mais longe e vendo as rivais diretas evoluindo muito, a Williams pode acabar correndo sozinha, como aconteceu com Bottas na Austrália.
 
Maldonado vem reclamando muito do carro, mas nem ele nem o finlandês parecem ser os nomes ideais para o desejado desenvolvimento do FW35. Pode parecer cedo, mas a Williams deveria começar a já projetar a temporada do ano que vem para ver se muda junto com o regulamento e volta a brigar por resultados dignos de sua história.
 
GABRIEL CURTY | Paulistano de 17 anos, fanático por esportes, é torcedor do Clube Atlético Paranaense. Desde muito cedo acompanha F1 e cada vez mais toma gosto por outras categorias. Sonhando ser jornalista, é colaborador no blog Boleiros da Geração Y’. Além dos esportes, gosta muito de carnaval e de música, mesmo que não leve jeito algum com instrumentos e seja um péssimo cantor.

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