Com boas lembranças de Sochi, Nasr destaca estabilidade nos freios como chave para bom desempenho no GP da Rússia

Felipe Nasr volta a Sochi, mas desta vez para disputar o GP da Rússia de F1. Em 2014, o brasileiro, ainda na GP2, deixou a terra de Vladimir Putin com um pódio. Em meio às boas lembranças, o novato evitou falar em resultados, mas destacou que vai focar os trabalhos na busca pela melhor avaliação do pacote aerodinâmico da Sauber

Depois de duas semanas de pausa, finalmente a F1 retorna à ativa para a disputa do GP da Rússia, 15ª etapa do campeonato, no circuito construído no Parque Olímpico de Sochi, no próximo domingo (12). Estreante na temporada 2015, Felipe Nasr terá a chance de guiar pela primeira vez um carro de F1 no traçado de 5.853 m e composto em sua maioria por trechos de baixa e média velocidade. O que exige um grande equilíbrio dos carros. Por isso, o brasiliense acredita que a chave para um bom desempenho no balneário está na estabilidade dos freios e também na tração do C34.

Felipe traz grandes lembranças dos tempos de GP2. No ano passado, o primeiro de Sochi no calendário da F1 e também da sua categoria de acesso, o piloto teve uma jornada muito positiva na segunda corrida daquele fim de semana. Depois de largar em 17º, Nasr conseguiu cruzar a linha de chegada em terceiro lugar.

Nasr tem boas recordações do circuito do Parque Olímpico de Sochi (Foto: AP)

“A pista em Sochi é, novamente, outro circuito onde vou guiar minhas primeiras voltas a bordo de um carro de F1. Mas eu o conheço com base no meu último ano de GP2. Tenho boas lembranças deste fim de semana depois de ter finalizado uma das corridas no pódio”, destacou o piloto, que descreveu as características do traçado.

“O circuito é um mix entre circuito permanente e pista de rua. É impressionante que ele tenha sido construído no centro do Parque Olímpico, o que torna isso um grande ambiente. O circuito em si consiste em, principalmente, curvas de baixa e média velocidade. Portanto, a estabilidade dos freios, bem como a de tração, é muito importante”, destacou.

Outro objetivo traçado pela Sauber, segundo Nasr, é continuar melhorando a performance do C34 depois das atualizações implementadas pelo time suíço. “Durante o fim de semana, vamos seguir nos trabalhos na avaliação do nosso pacote aerodinâmico”, complementou.

Chefe de engenharia de pista, Giampaolo Dall’Ara endossou o discurso de Nasr sobre o desafiador traçado russo.

“O circuito em Sochi, que foi novidade no calendário um ano atrás, é considerado pela nossa equipe como um dos mais gentis com os pneus devido à superfície especial, à ausência de curvas de alta e temperaturas ambientes mais amenas. Nesta base, a Pirelli optou pelos compostos macios e supermacios, ao contrário dos médios e macios que foram usados no ano passado. Será interessante reavaliar o que isso significa para o acerto do carro e a estratégia da corrida”, declarou o engenheiro.

“A performance em linha reta, tração e frenagem dominam os primeiro e último setores, enquanto o setor do meio é mais técnico e requer dos pilotos a busca pelo melhor ritmo em meio à sequência de curvas”, concluiu.

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