Com F1 mais “democrática” e "unida", Todt espera ver redução nos custos da categoria em breve

Presidente da FIA diz que tudo precisa ser feito “passo a passo” e que tudo ainda depende da nova conjuntura política da categoria no próximo ano. Mas ele já vislumbra mais união na tomada de decisão sobre, por exemplo, a redução dos custos para 2014

Ativo nas últimas reuniões que também envolvem os principais chefes de equipe da F1 e Bernie Ecclestone, Jean Todt, presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), vem dando seus palpites e negociando para que a entidade tenha uma fatia do dinheiro que a categoria rende.

Mas o dirigente também está atento ao futuro político da F1, como o acordo de restrição de custos. Segundo Todt, isso só deve ser decidido quando o novo cenário dos bastidores da categoria for definido – um comitê gestor está sendo criada para dar suporte aos dirigentes e deve entrar em vigor em 2013. Além disso, a atual comissão da categoria está sendo remodelada.

Jean Todt deseja ver os dirigentes da categoria mais unidos na tomada de decisões (Foto: Red Bull/Getty Images)

“Temos de fazer as coisas passo a passo. Eu sou a favor de reduzir os custos, melhorar o espetáculo e implementar novas tecnologias. No momento, estamos vendo que caminho tomar para ter esses grupos de trabalho e como eles vão ser em sua raízes”, disse o dirigente ao site da revista ‘Autosport’.

“Se formos capazes de fazer tudo isso, teremos que fazer de uma forma democrática, sem nenhum tipo de ditadura e sem pressão para fazer algo. Vamos sentar e vamos ver o que a maioria vai decidir. Para mim, é a forma mais transparente de gerir o nosso negócio”, completou.

Em várias reuniões durante o ano, Todt juntou os principais chefes de equipe para discutir a restrição nos custos da categoria. E conseguiu o apoio de quase todos os dirigentes, menos da Red Bull e da Toro Rosso. Por isso, a assinatura do acordo foi brecada, mas as negociações devem ser retomadas no próximo ano para o acordo entrar em vigor em 2014, junto com o novo regulamento da F1.

“Vai ser injusto ter uma redução de custos no chassi e não fazer nada [disso] no motor. Nosso pessoal tem trabalhado duro com empresas especializadas em auditoria para ver isso. Eu tinha algumas dúvidas de que poderíamos fazer um bom trabalho. Agora sabemos que podemos fazer isso”, contou.

“Mas temos que incluir os motores e existem, ainda, algumas discussões em andamento. Uma vez que acabarmos isso, estaremos prontos para propor algo para 2014. E até em 2013, com nossos novos grupos, caso o acordo de concórdia esteja fechado. Por isso, não deve haver uma equipe contra e outra a favor. A maioria [unida] será capaz de guiar o futuro do esporte”, filosofou.

O dirigente confessou que deseja ver, pelo menos, a redução de um terço dos custos da categoria no futuro. “Temos que entrar nos detalhes. Quem gasta US$ 250 milhões (R$ 500 milhões por ano)? Provavelmente mais de uma equipe. Mas mesmo que sejam três ou quatro, e as outras equipes? Temos que resolver o problema geral e espero que as pessoas tenham a preocupação para enfrentá-lo. Para mim, a democracia significa que devemos tomar decisões em conjunto”, afirmou.

“As equipes investem, mas precisamos ter 150 ou 200 pessoas em um túnel de vento para termos um bom espetáculo? Bom, eu não penso assim. Eu realmente espero que as pessoas fiquem felizes em perceber e fazer alguma redução drástica nos custos”, finalizou.

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