Com F1 “muito frágil”, chefe da McLaren vê risco de falência para quatro equipes

Zak Brown, chefe da McLaren, foi questionado se era realístico imaginar duas equipes falindo na pandemia do coronavírus. O dirigente concordou e foi além: em um período de receitas quase nulas, é possível que quatro escuderias fechem portas

A pandemia do Covid-19 não poderia ter chegado em um momento pior ao mundo da Fórmula 1. A doença forçou a paralisação do campeonato, o adiamento do novo regulamento e, de quebra, trouxe uma dor de cabeça financeira para equipes e categoria. A situação delicada faz a McLaren ser realista: caso a abordagem correta não seja tomada, o chefe Zak Brown vê quatro escuderias com risco real de fechar as portas nos próximos meses.
 
“Se eu consigo ver duas equipes desaparecendo por conta do que está acontecendo agora no mundo se não lidarmos com essa situação de forma muito agressiva? Sim”, disse Brown, entrevistado pela BBC. “Na verdade, consigo ver quatro equipes desaparecendo se isso não foi conduzido da maneira correta”, seguiu.
 
O grande problema da F1 é que, sem provas, o dinheiro que entra nas contas das equipes cai consideravelmente. O dinheiro dos patrocinadores é um exemplo disso, já que só é pago por GP realizado. A categoria, gerida pelo Liberty Media, também lida com problemas de mesma ordem: sem GPs, não há como recolher dinheiro originário da promoção de provas.
As finanças das equipes de F1 sofrem durante o coronavírus (Foto: McLaren)
Para salvaguardar a saúde financeira das escuderias, a F1 determinou que o teto orçamentário de US$ 175 milhões, ou R$ 936 milhões, segue valendo para 2021. É a exceção, já que o resto das mudanças previstas foi adiado para 2022. Ainda assim, Brown, sente que é necessário tomar mais medidas para evitar o caos no certame.
 
“Não acho que o timing poderia ser pior para essa situação. Acho que a F1 está em uma situação muito frágil neste momento”, encerrou.
 
A pandemia forçou a paralisação da F1 no primeiro semestre. No melhor dos cenários, a categoria retoma atividades em junho, com o GP do Canadá. Só que, com a doença ainda ganhando terreno nas Américas e o calendário ainda sujeito a mudanças, nem isso parece certo. Medidas inusitadas como campeonato até meados de dezembro ou mesmo 2021 não estão descartadas.
 

 
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