Com funcionário infectado por coronavírus, McLaren decide não correr na Austrália

Na noite desta quinta-feira (12), no horário da Austrália, a McLaren anunciou que o funcionário que estava de quarentena foi diagnosticado com coronavírus. A escuderia de Woking informou que, por precaução, decidiu não correr neste fim de semana

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A pandemia do coronavírus atingiu em cheio a F1 nesta quinta-feira (12). Horas depois de Lewis Hamilton bradar contra a categoria pela decisão de seguir em frente com o cronograma do GP da Austrália, a McLaren veio a público para confirmar que um funcionário que estava em regime de quarentena, com sintomas da doença, foi diagnosticado como positivo para o Covid-19. Como consequência, a escuderia britânica anunciou que não vai correr neste fim de semana no circuito Albert Park, que abre a temporada 2020.

A medida foi tomada por precaução pela cúpula da equipe, chefiada por Zak Brown e Andreas Seidl. Além do profissional da McLaren, outros quatro funcionários da Haas estão sob quarentena com suspeita de coronavírus. Segundo informação da emissora britânica BBC, o resultado foi negativo.
Lando Norris e Carlos Sainz estão fora do GP da Austrália (Foto: McLaren)

Diz o comunicado emitido pela equipe britânica. “A McLaren confirmou no início desta noite, em Melbourne, que fica fora do GP da Austrália de 2020, após um membro da equipe testar positivo para o coronavírus. O membro do time foi testado e se isolou assim que começou a mostrar sintomas, e agora vai ser tratado pelas autoridades de saúde locais”, explicou.
 
“A equipe se preparou para essa eventualidade e está dando apoio para este funcionário que vai entrar em um período de quarentena. A equipe está cooperando com as autoridades locais para ajudar nas investigações e análises”, informou a McLaren.
 
“Zak Brown, diretor-executivo da McLaren, e Andreas Seidl, chefe da equipe, informaram à Fórmula 1 e à FIA da decisão nesta tarde. A decisão foi tomada baseada na tarefa de cuidar não apenas de empregados e parceiros da McLaren, mas também dos competidores dos outros times, fãs da F1 e todas as partes interessadas”, complementou.

Na sequência do anúncio da McLaren, a Fórmula 1 também se pronunciou: "Após o resultado do exame em um membro da equipe McLaren, a F1 e a FIA mantiveram contato direto com eles sobre a decisão de deixar o evento e coordenam agora com todas as autoridades relevantes as próximas etapas. Nossa prioridade é a segurança dos fãs, das equipes e todos os envolvidos."

O diagnóstico positivo do funcionário da McLaren põe em xeque o próprio GP da Austrália. Brett Sutton, diretor de saúde do estado de Victoria, onde está localizada Melbourne, deixou claro que há risco de cancelamento da corrida. "Se isso efetivamente interromper a corrida, que assim seja, faremos isso", declarou a autoridade.

A quinta-feira foi marcada, desde seu início, pela tensão provocada pelo avanço do coronavírus na Austrália. Após as declarações de Sutton, o ator Tom Hanks informou que contraiu Covid-19 no país enquanto trabalhava no filme sobre Elvis Presley.
 
No período da tarde, Hamilton não poupou palavras para criticar a F1 por manter a programação para o fim de semana em Albert Park. “Estou muito, muito surpreso por estarmos aqui. É ótimo termos corridas, mas, para mim, é chocante estarmos todos sentados nesta sala e que haja tantos fãs na pista. Parece que o restante do mundo está reagindo, provavelmente um pouco tarde. A NBA foi suspensa, mas a F1 continua trabalhando”, declarou.
 
Quando questionado sobre o fato de a F1 insistir em correr neste fim de semana, Hamilton disparou. “O dinheiro é rei, mas, sinceramente, não sei. Não tenho muito mais a acrescentar”.
 
A última quarta-feira registrou mais uma série de anúncios sobre eventos esportivos cancelados ou adiados. A NBA, por exemplo, decidiu suspender, até segunda ordem, a temporada em razão do diagnóstico positivo do pivô francês Rudy Gobert, do Utah Jazz, para coronavírus.
 
O GP da Argentina de MotoGP foi transferido para o fim do ano, adiando assim o início da temporada para maio. Segundo o site norte-americano ‘Motorsport.com’, os ePs de Seul e Paris da Fórmula E também vão ser adiados, levando a sequência do campeonato para maio. Por fim, o Mundial de Endurance anunciou o cancelamento das 1.000 Milhas de Sebring, prova que seria realizada na semana que vem, em razão da ampla suspensão de viagens de cidadãos não-americanos da Europa para os Estados Unidos.
 
E, diante do vírus que agora está dentro da própria F1, o GP da Austrália está ameaçado às vésperas do início das atividades de pista, nesta sexta-feira.

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