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F1

Com mais tempo para treinos físicos, Ricciardo já prevê “carreira mais longa” na F1

Em quarentena, confinado na Austrália, mas tendo à disposição seu personal-trainer, Daniel Ricciardo tem tempo de sobra para cuidar da preparação física. O futuro piloto da McLaren ressalta que, sem a rotina à qual os competidores estão habituados nesta época, com muitas viagens, é possível trabalhar em cima de uma programação mais ampla de treinamentos

Grande Prêmio / Redação GP, de Sumaré
Fosse 2020 um ano normal, a F1 já teria realizado seis etapas da temporada e viajado da Austrália para o Bahrein, do Vietnã para a China e desembarcado na Europa para correr na Holanda e na Espanha. Entretanto, a pandemia do novo coronavírus promoveu uma quarentena praticamente global. Ainda sem a categoria ter oficialmente um novo calendário para a sequência do campeonato, os pilotos têm tempo de sobra para se preparar fisicamente. Daniel Ricciardo, que foi notícia nos últimos dias ao anunciar a saída da Renault e ida para a McLaren em 2021, entende que a mudança na rotina, desta vez sem as muitas viagens às quais os pilotos estão habituados, abre espaço para uma melhor preparação, que pode se refletir beneficamente em alguns anos a mais no grid da F1.
 
“Conseguimos montar um programa de treinamento que nunca fizemos. Você consegue no começo do ano, mas quando você volta para a Europa e as viagens começam, é difícil ter rotina e consistência. Agora conseguimos trabalhar em cima de um programa de oito semanas e começamos a ver algumas melhorias. É bom ter esse tempo”, explicou o australiano em entrevista à emissora britânica BBC.
 
Ricciardo, que está confinado na Austrália, segue tendo à disposição seu personal-trainer, Michael Italiano. Ao lado do treinador, o piloto tem uma programação muito mais ampla e mais tempo para manter o preparo físico enquanto aguarda pela retomada do campeonato.
Daniel Ricciardo acredita que pode ter uma carreira mais longa na F1 pelo tempo a mais de preparação física (Foto: Renault)
“Acho que parte disso é o treinamento, e poder ter esse tempo para condicionar o meu corpo, e acho que a cereja no topo do bolo também é que não ficamos passando por vários fusos horários, não ficamos trancafiados em cabines pressurizadas em três dias por semana no ar”, explicou.
 
“Acho que o benefício vai ser muito bom e, por ser tão singular, acho que foi muito importante tirar o máximo de proveito disso. Quem sabe, isso pode me dar um pouco mais de longevidade na minha carreira”, salientou o ainda piloto da Renault.
 
Na visão de Daniel, há uma percepção errada, por parte do público, de que os pilotos vivem nas academias.
 
“Provavelmente, todo mundo pensa que você volta para a academia na segunda-feira e está treinando terça, quarta, quinta-feira, para chegar à pista e tudo o mais. Mas você também liga o modo de conservação. Você quer estar renovado aos finais de semana, de modo que uma segunda-feira pareça um dia de descanso, sem um treinamento muito árduo, com alguns alongamentos, ou como um dia de folga. Na terça-feira, você pode correr um pouco e manter algumas coisas funcionando, mas você faz uma sessão mais leve”, disse.
 
“Então você acha que pode ter uma semana, quatro ou cinco dias entre as corridas, mas na verdade é só um dia em que dá para fazer alguma coisa, e nos outros dois estamos viajando ou descansando”, complementou o australiano.

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