Com Prost como acionista, Renault compra Lotus por R$ 360 milhões e volta a ter equipe na F1, diz revista

A Renault vai voltar a ser equipe na F1 em 2016. A informação é confirmada pela revista inglesa 'Autosport', que coloca na operação o francês Alain Prost. O tetracampeão da F1 e chefe de equipe na F-E vai ficar com 10% da equipe. Ainda não está claro como será o futuro de Red Bull e Toro Rosso, atuais parceiras da Renault

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A Renault vai voltar de fato ao grid da F1 em 2016. Depois da informação da publicação francesa 'Autonewsinfo' no início de julho, a revista 'Autosport' também garante a informação, nesta sexta-feira (28), de que a montadora francesa vai comprar a Lotus. O acordo vai ser finalizado na semana que vem e pode ser anunciado no fim de semana do GP da Itália, o último em solo europeu.

Fonte consultada pelo GRANDE PRÊMIO disse que a palavra até então ouvida na fabricante francesa é de que "com certeza" a direção havia decidido comprar uma equipe, demovendo qualquer ideia de saída da F1.

A 'Autosport' dá valores e outros números da operação: a Renault vai passar a ter 65% da equipe que já foi sua pagando pelas ações £ 65 milhões — algo em torno de R$ 360 milhões. A primeira parcela tem de ser paga agora, valendo £ 7,5 milhões — próximo a R$ 41,5 milhões —, e o restante vai ser pago em suaves prestações iguais nos próximos 10 anos.

O proprietário do grupo de investimento Genii, Gérard Lopez, vai continuar como acionista da escuderia, mas com 25%. E os outros 10% vão para Alain Prost, ex-dono da equipe na F1 e hoje com operação na F-E, como chefe de equipe da vencedora e.dams. Fala-se que Prost será uma espécie de Niki Lauda, dirigente da Mercedes, na Renault.

A Lotus vai ser Renault em 2016. E Maldonado, fica?(Foto: AP)
O acordo também vai fazer a Renault ter de pagar uma indenização milionária à Mercedes pela quebra de contrato de fornecimento de motores.
 
Desde o início desta temporada, a Lotus tem usado os motores alemães, após ter se livrado justamente dos motores Renault, tidos como um dos culpados pela péssima campanha no ano passado.
 
A decisão da Renault em voltar a ser equipe própria ainda não deixa claro que tipo de relação vai manter no ano que vem com Red Bull e Toro Rosso. As duas equipes — sobretudo a matriz — reclamam constantemente da falta de potência da unidade francesa e buscam soluções com as outras fornecedoras de motor para sanar seus problemas.
 
Se de fato a Renault já concluir esta operação para a temporada do ano que vem, a Mercedes tem possibilidade de negociar com uma das equipes para ser sua quarta cliente — além da própria escuderia que domina o Mundial, a Williams e a Force India.
 
É bem provável que, neste cenário, a Red Bull abrace e beije a Mercedes com o maior carinho do mundo e bote a Toro Rosso para negociar com a Ferrari ou Honda.
Foi pela Renault que Fernando obteve suas maiores glórias na F1 (Foto: LAT Photographic/Renault)

A Renault é uzeira e vezeira de ter equipe. Confirmada a transação, será a terceira era da montadora na F1. Tudo começou em 1977, e naquela fase, a marca esteve no grid até 1985. Depois, voltou comprando a Benetton em 2002 para então vender para esta mesma Lotus em 2011. São 35 vitórias, 51 poles e 31 voltas mais rápidas nos registros, com a glória alcançada em 2005 e 2006 por Fernando Alonso.

No ranking de corridas na história da categoria, a Renault aparece em décimo com exatas 300. À frente dela do atual grid estão as tradicionais Ferrari, Williams, McLaren e Sauber, além da própria Lotus.

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