Com vitória no GP da Itália, primeiro título de Fittipaldi na F1 completa hoje 40 anos

Em entrevista à Revista Warm Up, Emerson Fittipaldi relembra passagens de sua carreira e de seu primeiro título mundial, conquistado após uma vitória inesquecível em Monza

► Exclusivo: Emerson Fittipaldi descreve como foi primeiro título em 1972
As imagens de Emerson Fittipaldi na temporada 1972

Virtual campeão, Emerson Fittipaldi chegou ao GP da Itália de 1972, disputado no dia 10 de setembro, precisando conquistar apenas pontuar para se sagrar campeão mundial. A três provas do fim do campeonato, Jackie Stewart e Denny Hulme eram os únicos que tinham chances matemáticas de batê-lo, desde que vencessem todas as corridas e Fittipaldi não mais pontuasse.

Em entrevista à Revista WARM UP, “o porteiro dos brasileiros”, que diz se lembrar da primeira vez em que conquistou o mundo com riqueza de detalhes – e realmente se lembra –, contou passagens daquela temporada de 1972 e da corrida que lhe garantiu o título de mais jovem campeão do mundo.

Naquele ano, Fittipaldi contava com um grande carro, uma ótima performance pessoal e com a sorte como armas para a conquista do título. O grande carro era a Lotus 72, a ótima performance foi comprovada pelas cinco vitórias e pelos três pódios em dez corridas e a sorte era refletida pelos problemas enfrentados por seus adversários. “Para ser campeão, é preciso juntar tudo isso em um ano só”, opina o bicampeão mundial.

 

Emerson Fittipaldi em Monza, 10/9/1972. (Foto: Rainer W. Schlegelmilch/Getty Images)

 

A corrida em que o título foi decidido, em Monza, um dos mais tradicionais palcos do calendário, teve tudo para dar errado para o brasileiro. Temendo as autoridades italianas por conta do acidente fatal sofrido por Jochen Rindt, dois anos antes, Colin Chapman, dono da equipe Lotus, inscreveu o time com um nome diferente, World Wide Racing, e levou apenas um carro para a Itália. Este carro acabaria despencando de uma ribanceira no caminho até Monza.

Na pista, depois de se classificar em sexto com o carro reserva, Emerson ainda precisou se preocupar com um vazamento no tanque de combustível, solucionado em tempo recorde pelos mecânicos da Lotus. “Fui para o motorhome e falei ‘Deus, vai dar certo. Me acalma, vai dar certo’. O Chapman foi me chamar: ‘Está pronto o carro, vamos para a corrida’. Incrível”, conta Fittipaldi. Hulme ficou para trás. Stewart e Jacky Ickx, pelo caminho. Veio uma vitória inesquecível e o título.

Monza foi muito importante na minha vida, eu nunca tinha pensado nisso”, avalia o homem que abriu as portas da Europa e dos Estados Unidos para os pilotos brasileiros.

A entrevista completa com Emerson Fittipaldi, capa da WUp, pode ser vista aqui.

Capa da edição 29 da Revista Warm Up traz entrevista exclusiva com Emerson Fittipaldi

 

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