Como Volkswagen e até gratidão podem levar Fórmula 1 a GP no Catar ainda em 2021

Stefano Domenicali, Stephen Ross e Grupo Volkswagen: muitos fatores podem levar a F1 a realizar um outrora improvável GP do Catar

O duelo entre Max Verstappen e Lewis Hamilton no GP da Inglaterra por uma nova perspectiva (Vídeo: F1)

Após o cancelamento do GP da Austrália, inicialmente marcado para o fim de novembro, a Fórmula 1 trabalha com possibilidades para substituir a etapa de Melbourne e completar o ambicioso plano de contar com 23 corridas no calendário, que seria o maior da história da categoria. Em meio a tantas possibilidades, o circuito de Losail, no Catar, palco tradicional da MotoGP, surge como uma das alternativas para receber a F1.

Apesar de uma nova etapa no Bahrein, no anel externo de Sakhir, soar como mais plausível, há alguns fatores peculiares que aproximam a Fórmula 1 do Catar, palco da Copa do Mundo da Fifa no fim de 2022.

O primeiro dentre tais fatores é o envolvimento de Stephen Ross, promotor do novo GP de Miami, que vai entrar no calendário da Fórmula 1 a partir de 2022 com um contrato de dez anos de duração. Em 2015, Ross uniu forças a empresários do Catar com a empresa de marketing esportivo RSE Ventures para fazer uma oferta de compra de 35,5% das ações da F1, que à época era controlada pela CVC Capital Partners. Só que o Liberty Media venceu a concorrência e adquiriu os direitos comerciais da principal categoria do esporte a motor.

A mesma RSE Ventures é a responsável por promover e organizar o novo GP de Miami. O esforço de Stephen Ross, dono também do Hard Rock Stadium e do Miami Dolphins, em lutar junto à comunidade local e política para assegurar a prova no calendário da Fórmula 1, é visto como algo notável, a ponto de o Liberty Media retribuir o gesto em forma de gratidão e abrir as portas da categoria ao Catar.

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O Catar pode sediar uma etapa de Fórmula 1 ainda em 2021 (Foto: LCR)

Outro fator que aproxima a Fórmula 1 de Losail é a ligação do país com o Grupo Volkswagen. O fundo soberano QIA detém cerca de 14,6% das ações do grupo, embora os acionistas do Catar têm direito a 17% dos votos.

Stefano Domenicali, atual CEO e presidente da Fórmula 1, atuou recentemente como CEO de uma das marcas do Grupo Volkswagen, a Lamborghini, e deixou a companhia depois de quatro anos para trabalhar diretamente no comando da Fórmula 1 a convite do Liberty Media.

Segundo informa o site britânico RaceFans, um dos grandes objetivos de Domenicali é atrair para a Fórmula 1 uma ou mais marcas do Grupo Volkswagen. Audi e Porsche, por exemplo, cogitam entrar na categoria como fornecedora de motores no meio da década, em cenário condicionado a mudanças no regulamento.

E diferentemente de alguns anos, quando Bernie Ecclestone exerceu uma espécie de veto silencioso ao Catar, não há nada que impeça uma ida da Fórmula 1 nesta ‘era Liberty Media’. Tal veto foi visto como uma cortesia ao Bahrein na época em que Bernie assegurou o primeiro contrato da Fórmula 1 com o Bahrein, a partir de 2004. Mas uma vez que Ecclestone não responde mais pelos direitos comerciais, não há impedimentos a um eventual GP do Catar de F1.

A Fórmula 1 acelera neste fim de semana com a disputa do GP da Hungria. O GRANDE PRÊMIO acompanha tudo AO VIVO e em TEMPO REAL.

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