Confira as declarações dos pilotos após o GP da Itália, disputado no circuito de Monza

Das sete corridas que completou em 2012, Michael Schumacher cruzou a linha de chegada à frente de Nico Rosberg em seis ocasiões. O GP da Itália, disputado neste domingo (9), em Monza, foi mais uma delas

Lewis Hamilton não teve maiores dificuldades para vencer o GP da Itália, disputado neste domingo (9), em Monza. O britânico largou na pole-position e só chegou a ser pressionado na primeira curva, por Felipe Massa, e nas voltas finais, pelo surpreendente Sergio Pérez. Apesar disso, o piloto da Sauber precisou se contentar com mais um segundo lugar, quase 5s atrás do vencedor.

O resultado da prova confirmou o favoritismo dos motores Mercedes, que dominaram praticamente todos os treinos. No entanto, apenas Hamilton se deu bem. Jenson Button abandonou com uma falha mecânica, enquanto Michael Schumacher terminou apenas na sexta posição.

O heptacampeão, aliás, reconheceu que tinha esperanças de novamente brigar pelas primeiras colocações, então o sexto lugar não deixou de ser frustrante. Paul Di Resta e Nico Rosberg compartilharam a mesma opinião. Para encerrar, Pedro de la Rosa se mostrou satisfeito em como o centésimo GP da carreira correu.

Michael Schumacher se disse frustrado com o sexto lugar (Foto: Mercedes)

Mercedes

Michael Schumacher, sexto: “Hoje foi uma corrida divertida, embora eu precise admitir que após nosso bom desempenho na sexta-feira tinha esperanças secretas de terminar ainda mais na frente. Mas tivemos um primeiro stint complicado. Depois disso, tudo deu certo. Tivemos um bom ritmo de prova e acho que mostramos uma clara evolução. Se a corrida fosse um pouco mais longa, eu poderia ter brigado por posições ainda melhores. No geral, acho que demos o máximo hoje. Agora precisamos manter esse bom momento, e todos na equipe estão trabalhando para isso.”

Nico Rosberg, sétimo: “O sétimo lugar é uma evolução em meus resultados recentes, então estou satisfeito com hoje, embora talvez tivéssemos potencial para ainda mais. No início da prova, eu não tive aderência com os pneus macios, o mesmo jogo de pneus que me deu problema no Q3. Depois da primeira parada, eu tive um bom ritmo, pude cravar a melhor volta da prova e ganhar algumas posições com belas ultrapassagens. Teria sido bom terminar o final de semana com um resultado ainda melhor, mas estou ansioso para repetir isso em Cingapura, em duas semanas.”

Force India

Paul Di Resta, oitavo: “Antes desse final de semana, provavelmente eu teria ficado satisfeito com o oitavo lugar, mas quando vemos o ritmo que mostramos no treino classificatório, certamente esperávamos por mais na corrida. Eu tive problemas na largada por causa do tanque cheio e não tive um bom ritmo de corrida com os pneus médios. As coisas melhoraram após a minha parada, quando coloquei os pneus duros e nosso ritmo era muito mais forte no final da corrida.”

“Mesmo assim, não pude manter as Mercedes atrás de mim, por causa da tática deles de duas paradas, então tinham mais velocidade que a gente. É bom aumentar a vantagem para a Williams, mas obviamente a Sauber esteve muito forte e superou muita gente. Vamos levar os pontos positivos desse final de semana, analisar as coisas e tentar melhorar para Cingapura.”

Nico Hülkenberg, abandonou: “É sempre frustrante largar no fim do grid, e eu sabia que seria complicado avançar no pelotão, mesmo com um carro rápido. Tive algumas boas brigas, então do meu ponto de vista foi divertido, mas eu tive problemas nos freios desde a primeira volta e comecei a perder rendimento conforme a corrida ia passando. Perto do final, ficamos preocupados com a segurança, então decidimos abandonar. Não foi um final de semana particularmente memorável para mim, mas ao menos a equipe somou alguns pontos com o outro carro”.

Sauber

Kamui Kobayashi, nono: “Em primeiro lugar, parabéns a Sergio! Muito bom! Foi um grande dia para a nossa equipe. Eu não tenho nada do que reclamar sobre a minha corrida, mas por alguma razão não tive um bom ritmo. Obviamente eu tive uma estratégia diferente, já que precisei largar com os pneus usados na classificação. Em ambos os compostos, eu admito que não tinha muita experiência, já que demos poucas voltas nos treinos da sexta-fera. Apenas tive uma corrida normal, então não houve nada realmente especial.”

Williams

Pastor Maldonado, 11º: “Foi uma corrida muito difícil, especialmente por largar do fim do grid, mas o carro teve um bom ritmo de prova e foi muito consistente. Por pouco nós ficamos de fora da zona de pontos, mas eu estou feliz por ter avançado 11 posições na corrida. Estou ansioso para a próxima prova, já que a pista de Cingapura deve se adaptar melhor ao nosso carro, então vamos ver.”

Toro Rosso

Daniel Ricciardo, 12º: “Está sendo tão difícil marcar pontos esse ano que é incrivelmente frustrante não somar um hoje. Eu era décimo até a última curva na última volta. Nesse momento, eu acelerei na saída da Parabolica, mas nada aconteceu. Eu não sei o que aconteceu, mas perder um ponto por algumas centenas de metros é bastante desapontador.”

Jean-Éric Vergne, abandonou: “Eu fui levado do acidente para o Centro Médio, mas apesar de um pouco de dor nas minhas costas e na minha cabeça eu estou bem. Eu não sei por que eu bati. Tudo o que eu lembro é que quando freei perdi completamente o controle da traseira do carro. Eu senti um grande impacto quando o carro pousou. A zebra é alta naquele ponto, e posso me considerar sortudo por não ter capotado.”

Lotus

Jérôme D’Ambrosio, 13º: “Foi uma corrida bastante longa e difícil para mim. Depois de perder o Kers na volta 6, foi complicado, pois ele dá cerca de 0s5 por volta. Eu consegui uma boa largada e estava brigando com Daniel Ricciardo e Nico Rosberg, mas uma vez que perdi a potência extra foi impossível continuar bem e eu perdi as posições. Meu último stint com os pneus médios e a pista limpa foi bastante bom e eu não cometi muitos erros, então, talvez com um pouco mais de sorte poderíamos ter alcançado um resultado um pouco melhor. Minha meta era completar a corrida, e eu consegui isso, então não foi nada ruim no geral. É bom estar de volta ao carro, especialmente com uma equipe fantástica como esta. Eu aprendi muito neste fim de semana.”

Pedro de la Rosa completou 100 corridas na F1 em Monza (Foto: HRT)

Caterham

Heikki Kovalainen, 14º: “No geral, a corrida foi ok e melhor do que a que tivemos no fim de semana passado, mas, para mim, foi uma tarde difícil. Eu não tive o bom desempenho da sexta-feira e havia menos aderência, então não pude atacar, o que me conteve um pouco em cada jogo de pneus. Agora nós temos duas semanas para trabalhar em tudo o que aprendemos e ter certeza que vamos para Cingapura com a certeza de saber onde perdemos tempo na Bélgica e do que precisamos fazer para melhorar no restante da temporada. Todos estão determinados para voltar para onde deveríamos estar e vamos ver o que aprendemos para voltar à pista”.

Vitaly Petrov, 15º: "Meu carro estava fantástico durante toda a tarde, então eu agradeço à equipe por me dar um carro que me permitiu pressionar meu companheiro até a última volta. Os pit-stops foram bons, e os mecânicos e os engenheiros fizeram um grande trabalho para me manter na caça ao Heikki. Com algumas voltas restando, estávamos logo atrás de Fernando, mas Heikki estava próximo o suficiente da Ferrari para usar o DRS, do contrário, talvez eu conseguisse ultrapassá-lo.”

“Todavia, nós definitivamente melhoramos desde Spa e podemos melhorar a partir disso para Cingapura e para o restante da temporada. Ontem foi meu adversário e eu tive um jantar discreto com alguns amigos. Agora eu posso sair e celebrar um pouco mais e será uma boa forma de encerrar a temporada europeia.”

Marussia

Charles Pic, 16º: “Eu estou muito feliz com a corrida de hoje, pois ela representa um passo significativo para a equipe. Chegamos aqui esperando por um fim de semana complicado para nós, já que nosso carro não andou bem em Montreal, que tem características aerodinâmicas semelhantes. Nós trabalhamos bem com os vários acertos que testamos para chegar a um carro realmente forte e que nos deixou mais próximos de quem estava à nossa frente quando não esperávamos nem ser competitivos. Isso é um bom sinal.”

“Na corrida, não tivemos uma largada ruim, mas também não foi boa, então há mais trabalho para fazermos nos últimos estágios da temporada para seguir melhorando. Temos algumas atualizações para Cingapura, então eu espero que eles traduzam mais deste grande progresso que estamos vendo”.

Timo Glock, 17º: “Do meu lado, foi uma pena. Eu consegui passar ileso pela primeira curva mas, na segunda, Petrov mudou de linha na minha frente e acabou tocando na minha asa dianteira, que ficou danificada. A partir dali, eu não pude fazer muito, pois nós perdemos performance e o carro estava apenas ‘ok’. Pior que isso, como eu precisei parar mais cedo, estava fora do ritmo. Tive que ficar mais tempo na pista e tive mais degradação no final. Depois, as bandeiras azuis atrapalharam no fim. No geral, eu acho que tempos de ficar satisfeitos porque não estávamos andando com a tradicional configuração aerodinâmica de Monza. Agora eu fico no aguardo pelo GP de Cingapura, minha corrida favorita”.

 

HRT

Pedro de la Rosa, 18º: “Eu estou mais do que satisfeito com o resultado, ainda mais pelo jeito que começamos a corrida. O início não foi fácil, mas fiz o que podia, já que o composto médio não estava trabalhando direito. Na segunda metade da prova, com pneus duros, eu comecei a ter um bom desempenho e estou feliz com nossa parada porque ela foi muito boa. Estou contente com meu centésimo GP, embora gostaria de ter ido um pouco melhor. Precisamos continuar melhorando e esperamos atualizações para Cingapura, que devem significar um passo à frente.”

Narain Karthikeyan, 19º: “Eu tive uma boa largada e ultrapassei ambas as Marussia, mas na primeira curva sofremos um toque, o que me fez perder posições e danificar a asa dianteira. O carro estava saindo de traseira, então usamos o pit-stop para trocar a asa, o que nos custou um tempo substancial. Depois disso, as bandeiras azuis começaram a aparecer, e foi preciso mudar o estilo de pilotagem para evitar o superaquecimento e conseguir chegar ao final da corrida”.

“Apesar disso, eu estou feliz por que o carro teve um bom desempenho e tenho certeza que se continuarmos trabalhando duro vamos poder conquistar um bom resultado. Agora começa a temporada asiática, e eu estou animado em poder correr perto de casa, em Cingapura.”

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