Consultor da Red Bull acredita que Ferrari foi mal na Austrália por “problemas no sistema de refrigeração”

Helmut Marko, consultor da Red Bull, concordou que a Ferrari esteve abaixo do que era esperado na Austrália. De acordo com o dirigente, sistema de refrigeração e desgaste de pneus apareceram como vilões

Após aparecer como a maior força dos testes de pré-temporada da F1, a Ferrari não conseguiu repetir o desempenho no começo do campeonato. Na Austrália, o que se viu foi uma Mercedes na frente e a Red Bull aparecendo junta da equipe italiana. Segundo Helmut Marko, consultor da Red Bull, a Ferrari encarou um percalço em Melbourne: superaquecimento.
 
De acordo com Marko, foi uma questão da Ferrari e também da Haas, que perdeu desempenho de forma parecida – a Haas, importante lembrar, é uma parceira bem próxima do time italiano e usa mesmo motor e câmbio, entre outras partes fabricadas em Maranello. Para o consultor, problemas no sistema de resfriamento e desgaste excessivo dos pneus foram fatores preponderantes.
 
"É bem claro que a Ferrari teve um desempenho muito abaixo – a Haas também. Não sabemos exatamente, mas eu acho que diminuíram o desempenho porque tinham problemas no sistema de refrigeração. A Haas ficou repentinamente mais lenta em relação ao resto do pelotão comparada com o que mostrou nas simulações de corrida durante a pré-temporada", afirmou à revista inglesa 'Autosport'.
Hekmut Marko e Sebastian Vettel (Foto: Reprodução)

"Uma indicação é que Leclerc foi mais rápido com pneus brancos [duros] que Vettel com pneus amarelos [médios]. Significa que alguma coisa estava errada. Vettel guiou apenas três voltas rápidas, mas depois o ritmo caiu", avaliou.

 
"A Ferrari não era um perigo com pneus amarelos por causa da temperatura e o desgaste do pneus. Nós, por outro lado não tivemos problemas de desgaste e não estávamos sequer no nosso limite", afirmou.
 
Questionado sobre se a causa pode ter sido a asa dianteira – que a Ferrari tem como uma concepção bem diferente das rivais -, Marko afirmou que não acredita.
 
"Acredito que [essa teoria] é superestimada. A asa dianteira determina mais ou menos o conceito do carro, mas há muitas outras coisas que também desempenham um papel. Há diferentes conceitos, mas, em termos apenas de ritmo de corrida, só Bottas estava um passo à frente do resto. Ferrari e Red Bull estavam no mesmo nível", falou.
 
Por fim, Marko opinou que a Ferrari também perdeu muito com a limitação de velocidade nas retas para 2019 após mudanças da FIA para cobrir brechas nas regras.
 
"A FIA reagiu muito bem e fechou muitos buracos – ou ao menos minimizou. Isso significa que esses picos de velocidade, que a Ferrari teve em 25 a 30% das retas, não existe mais. Isso é bom", finalizou. 
 
A F1 segue neste fim de semana, entre os dias 29 e 31 de março, com o GP do Bahrein. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO e EM TEMPO REAL.

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