Consultor da Red Bull compara teste secreto da Mercedes com caso de espionagem de 2007

Helmut Marko, consultor da Red Bull, comparou o teste secreto da Mercedes com a Pirelli com o caso de espionagem de 2007 entre Ferrari e McLaren. Na visão de Marko, time de Brackley terá vantagem em relação aos demais times no GP do Canadá

O teste secreto da Mercedes com a Pirelli ainda não é coisa do passado para os times rivais. Logo após o GP da Espanha, a equipe de Brackley rodou cerca de 1000 km testando os pneus da fabricante italiana, e as demais equipes só souberam deste teste na véspera da etapa de Mônaco. 
 
Ainda em Monte Carlo, Ferrari e Red Bull reagiram, registrando um protesto oficial. Os comissários da etapa do Principado ouviram as partes envolvidas e elaboraram um relatório que será enviado ao Tribunal Internacional da FIA (Federação Internacional de Automobilismo).
Marko acredita que Mercedes terá vantagem no GP do Canadá (Foto: Red Bull/Getty Images)
“Você pode esperar uma sanção desportiva”, disse Stefano Domenicali, chefe da Ferrari, à agência Associated Press. “Mas como não está realmente claro o efeito que isso pode ter no fim de semana de corrida, pode ser maior do que isso”, continuou. 
 
“Como não há precedente, não tenho ideia do que pode acontecer”, reconheceu o chefe da escuderia de Maranello. 
 
Na visão de Helmut Marko, entretanto, há sim um precedente. O consultor da Red Bull comparou o teste da Mercedes com a Pirelli com o caso de espionagem de 2007, que envolveu McLaren e Ferrari.
 
Na época, a FIA considerou a exclusão da McLaren, mas optou por excluir a equipe do Mundial de Construtores e aplicou uma multa de US$ 100 milhões. 
 
“Vai ter uma audiência, apesar de eu não saber quando e onde”, declarou ao jornal alemão ‘Bild’. “É na direção do escândalo de espionagem de 2007, entre McLaren e Ferrari”, apontou o austríaco. 
 
No entender de Marko, o teste feito em Barcelona não só foi benéfico para o GP de Mônaco, mas também para a etapa do Canadá, quando a Pirelli vai introduzir novos compostos, com uma pequena alteração na estrutura dos pneus.
 
“Um teste como este é uma vantagem ainda maior se é imediatamente após a corrida, porque você tem todos os dados comparativos, então pode fazer melhoras bastante decisivas”, indicou. “Até então, os pneus tinham um cinturão de aço, mas agora será de kevlar, que é o pneu que foi testado.”
 
“Isso é o que nós teremos em Montreal, então a Mercedes não teve vantagem só em Mônaco”, completou. 

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