Consultor da Red Bull diz que acordo por teto orçamentário está distante: “É difícil controlar”

Helmut Marko não acha que o acordo para que a F1 tenha teto orçamentário a partir de 2021 esteja próximo. E culpa as equipes de menor investimento por isso: segundo o dirigente, Red Bull, Mercedes e Ferrari entraram em um acerto sobre valores

A F1, por meio do Liberty Media, que implantar o teto orçamentário na categoria a partir de 2021. Mas o acordo para isso segue distante, segundo Helmut Marko, consultor da Red Bull.

O dirigente, em entrevista ao jornal 'Auto Bild', afirmou que as três equipes mais fortes do grid, Red Bull, Ferrari e Mercedes, se acertaram em termos de valores, mas que as adversárias discordam.

"Ainda estamos longe de chegar a um acordo", disse Marko. "Basicamente estamos de acordo com Ferrari e Mercedes em termos de cifrras, mas as demais equipes são muito críticas", seguiu.

Max Verstappen e Helmut Marko (Foto: Getty Images)

Para ele, há detalhes que ainda não foram discutidos e que podem causar problemas no futuro: "Também necessitamos falar de que departamentos de equipe dependerão o teto orçamentário. Não há nada claro."

"Controlar é muito difícil. Como saber se o trabalhador presta serviços para a empresa de carros ou para a F1?", continuou, afirmando que não é possível que a FIA inspecione todo empregado de todas as equipes.

Segundo ele, seria necessário impõr punições graves às equipes que descumprirem o regulamento, como perda de pontos: "É preciso colocar medidas que evitem riscos de descumprimento com castigos severos", finalizou.

O plano da F1 é instaurar o teto em 2021: em tal ano, ele seria de 162 milhões de euros; em 2022, diminuiria para 140 milhões de euros; e, por fim, em 2023, chegaria a 118 milhões de euros.

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