F1

Contra redução no número de passes de paddock, chefe da Ferrari vê teste da arquibancada para “provocar” Ecclestone

Chefe da Ferrari, Maurizio Arrivabene afirmou que acompanhou os treinos da F1 em Barcelona da arquibancada para provocar Bernie Ecclestone. Dirigente protesta contra redução no número de passes de paddock no Mundial

Warm Up, de Barcelona / Redação GP, de São Paulo
Maurizio Arrivabene não é do tipo que engole calado as coisas que o contrariam. Em protesto contra a redução no número de passes para o paddock da F1, o chefe da Ferrari decidiu acompanhar os testes do Mundial em Barcelona das arquibancadas em uma tentativa de provocar Bernie Ecclestone.
 
Acompanhado por Esteban Gutiérrez e Massimo Rivola, diretor-esportivo do time de Maranello, Arrivabene se misturou aos fãs na arquibancada do circuito da Catalunha para assistir aos testes do último sábado (28).
Maurizio Arrivabene protestou contra redução de passes para o paddock da F1 (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)
Falando à imprensa após a excursão ao outro lado das grades, Arrivabene admitiu que foi para a arquibancada para provocar, já que soube que a FOM vai reduzir o número de passes para o paddock. 
 
“Agora eu te dou uma manchete”, começou Arrivabene. “Ouvi que na Austrália teremos mais restrições em termos de passes e acho que isso não é aceitável. Então eu disse aos rapazes: ‘Ok, se vamos ter uma situação em que o paddock está vazio, é melhor começarmos a treinar para ir até as pessoas e sentar na arquibancada’”, contou.
 
“Devo dizer que foi uma boa experiência, porque as pessoas foram muito educadas”, ressaltou. “Nós estávamos com os nossos fones de ouvido acompanhando o teste. Eles foram respeitosos, pedindo fotos e nós tiramos fotos. Foi uma boa experiência e eu espero ter outras experiências assim”, declarou. 
 
Mesmo animado com a experiência na arquibancada, Arrivabene defendeu que a F1 não pode ser um esporte tão exclusivo a ponto de afastar os fãs da categoria. 
 
“Acho que, se queremos manter a exclusividade deste esporte, exclusividade não significa ter um paddock vazio. Este é o meu ponto”, avaliou. “Eu estava usando o exemplo do golfe. Eu não jogo golfe, mas eu assisto na televisão às vezes e é um dos esportes mais exclusivos. Mas quando eles jogam, você tem milhares de pessoas seguindo os jogadores. E isso não vai contra a exclusividade do esporte”, defendeu.
 
“Foi um tipo de provocação, mas eu adoro esse tipo de provocação”, falou. “Eu disse que nós precisamos levar a F1 mais perto das pessoas. Nós estávamos sentados no meio das pessoas. E eu não gosto de ver agora e o no futuro o paddock vazio, não é o caminho certo”, concluiu.