Corridas em agosto e fins de semana de dois dias: como F1 planeja novo calendário

Diretor-esportivo da F1, Ross Brawn pede flexibilidade às equipes para definir o novo calendário, afetado pela pandemia do coronavírus, mas acredita que vai ser possível fazer “um bom campeonato com 17, 18 ou mais corridas”. O dirigente britânico lembrou, contudo, que ainda não sabe quando a temporada vai de fato começar

Em meio à pandemia do coronavírus que paralisou o mundo, a F1 tenta se organizar para planejar um novo calendário. O cronograma original da categoria para 2020 foi diretamente afetado pela propagação do Covid-19 pelo planeta. Oficialmente, as quatro primeiras corridas da temporada foram suspensas: o GP da Austrália, que aconteceria neste fim de semana; o GP do Bahrein, marcado para o próximo domingo; a etapa inaugural da F1 no Vietnã, marcada para 5 de abril; e o GP da China, primeira corrida a ser adiada como consequência do coronavírus.

 
Na esteira do anúncio da suspensão das etapas do Bahrein e Vietnã, a F1 revelou também que a temporada 2020 não deve começar antes do fim de maio. O que afetaria, na prática, também os GPs da Holanda, marcado para os dias 1 a 3 de maio, e o da Espanha, uma semana depois. Há um ponto de interrogação também sobre o tradicional GP de Mônaco, ainda previsto para 24 do quinto mês. O GP do Azerbaijão, prova que vem sendo apontada no paddock como o provável pontapé inicial do campeonato, está marcado para 7 de junho.
 
Em entrevista concedida à emissora britânica Sky Sports, Ross Brawn revelou os planos da F1 para 2020. O diretor-esportivo falou em “espremer o calendário” entre 17, 18 ou mais corridas, abrir mão das férias de verão da categoria, tradicionalmente em agosto, e pediu flexibilidade às equipes para providenciar outras mudanças, como fins de semana de somente dois dias, no caso de GPs realizados consecutivamente.
Baku desponta como provável palco da nova abertura da temporada 2020 da F1 (Foto: Mercedes)
“Não vamos ter corridas neste momento. Vamos procurar realocar essas corridas mais tarde ao longo do ano. Acho que, ao libertar [a F1] das férias de agosto, vamos ter vários finais de semana em que poderemos ter uma corrida. E acho que podemos construir um calendário bem decente para o resto do ano”, explicou o dirigente.
 
“Vai parecer diferente, mas ainda assim vai preservar um bom número de corridas, e são corridas empolgantes. Então, a temporada vai começar mais tarde, mas acho que vai ser igualmente divertido”, previu.
 
Brawn salienta a impossibilidade de encaixar todas as corridas já suspensas do calendário, mas acredita que, ainda assim, a temporada vai ser interessante e com um bom número de GPs. “Estou bastante otimista de que poderemos ter um bom campeonato com 17, 18 ou mais corridas. Acho que podemos espremer [o calendário]. Mas depende de quando a temporada vai começar”.
 
“Uma coisa que falamos é sobre o fim de semana de dois dias. Portanto, se tivermos três corridas em sequência com finais de semana de dois dias, pode ser uma opção”, complementou.
 
Por fim, o diretor-esportivo da F1 pediu compreensão às escuderias do grid para que mudanças sejam feitas com o propósito de entregar um campeonato que seja também financeiramente viável para todos.
 
“Acho que o que precisamos das equipes neste ano é flexibilidade. Acho que eles precisam dar uma margem para fazer essas coisas. Porque estamos em circunstâncias muito incomuns e precisamos assegurar que tenhamos uma temporada que ofereça uma boa oportunidade econômica para as equipes. Tenho certeza de que as equipes serão flexíveis para nos permitir encaixar essas coisas”, concluiu.
 

Paddockast #52
PREVISÕES CERTEIRAS E OUSADAS PARA F1 2020

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