Crise do coronavírus leva McLaren a considerar venda de até 30% de ações

A McLaren segue sofrendo para fazer contas fecharem durante a pandemia do coronavírus. Depois de demissões em massa, o novo passo é vender entre 20% e 30% das ações da marca

A McLaren segue sofrendo com as consequências da crise causada pelo coronavírus. A equipe de Fórmula 1, que já recorreu a demissões em massa para controlar gastos em um período de pouca entrada de dinheiro, agora considera vender ações para atrair novos investidores. De acordo com informações divulgadas pela emissora britânica Sky News, há a possibilidade real de uma venda entre 20% e 30% das ações da companhia.

A expectativa da McLaren é de, através da venda, arrecadar “dezenas de milhões de libras”. Trata-se de uma situação parecida com a da Williams, mesmo que em menor escala. A companheira de grid anunciou recentemente que está em busca de novos investidores, o que pode significar a venda completa da companhia.

A McLaren vende ações para tentar garantir o futuro (Foto: McLaren)

No caso da McLaren, houve o cuidado de vender apenas uma parcela minoritária das ações. Em outras palavras, um novo investidor externo não teria condições de tomar controle absoluto da marca.

A nova entrada de dinheiro seria crucial para uma empresa que teve um primeiro semestre difícil. É que a McLaren, além de uma equipe de F1, também é fabricante de carros esportivos. O setor ficou paralisado desde o início da pandemia, que evidentemente fez despencar a demanda pelos bólidos de rua. O prejuízo do primeiro semestre foi de £ 133 milhões, equivalente a R$ 870 milhões.

Uma rara boa notícia para a McLaren em 2020 foi a decisão da Fórmula 1 de implementar um teto orçamentário ainda mais rígido do que o originalmente previsto. O plano original de limitar gastos a US$ 145 milhões (R$ 758 milhões) foi revisto, com o limite agora sendo de US$ 135 milhões (R$ 706 milhões). Mesmo assim, a sobrevivência do grid segue em xeque.

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