Da indisposição em Sóchi aos dez dias de segredo: a linha do tempo da Covid-19 de Stroll

Lance Stroll de fato teve Covid-19 na semana do GP de Eifel, uma história repleta de segredos e incertezas. É hora de recordar as últimas semanas do canadense para entender um verdadeiro teste de fogo aos protocolos determinados pela Fórmula 1

A tal indisposição de Lance Stroll se tornou um assunto muito mais complexo do que inicialmente imaginado. Stroll perdeu o GP de Eifel por sintomas análogos ao de uma gripe comum, mas revelou nesta quarta-feira (21) que esteve sofrendo de Covid-19. O momento é de questionamentos e incertezas sobre a Fórmula 1 e seus protocolos para realizar a temporada 2020.

O diagnóstico de Stroll é repleto de segredos, incluindo um período de dez dias entre o teste positivo de coronavírus e a confirmação ao público. Para entender o andar das últimas semanas de Stroll, com um mal-estar que vem desde o GP da Rússia, o GRANDE PRÊMIO traça uma linha do tempo para explicar o que se sabe dos acontecimentos.

Lance Stroll abandonou o GP da Rússia. Na volta para casa, sentiu dor de barriga (Foto: Racing Point)

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27 de setembro: Stroll está em Sóchi para o GP da Rússia. O canadense participa das atividades do fim de semana sem muitos problemas. Largando em 13°, Lance é atingido por Charles Leclerc e abandona.

28 de setembro: no retorno da Rússia à casa na Suíça, Stroll começa a ter problemas. O canadense se sente indisposto, mas não parece ser uma grande preocupação. Afinal, a próxima corrida é só dentro de duas semanas, em Nürburgring. De acordo com Otmar Szafnauer, chefe da Racing Point, Lance realiza o primeiro de “cinco testes ou mais” para checar um possível contágio de coronavírus.

6 de outubro: é terça-feira antes do GP de Eifel, e Stroll continua não se sentindo 100%, mas com sintomas sutis. Mesmo assim, o teste obrigatório da F1 traz a boa notícia de um resultado negativo para coronavírus. Só depois dessa garantia que Lance tem a autorização para viajar até Nürburgring e participar das atividades do fim de semana.

8 de outubro: todo mundo já está em Nürburgring, incluindo Stroll. A F1 leva um susto com casos de coronavírus na Mercedes, mas um isolamento ágil traz tranquilidade antes das atividades de pista.

9 de outubro: Stroll segue se sentindo disposto, tanto que a Racing Point nem cogita chamar Nico Hülkenberg como substituto. Os dois treinos livres são cancelados por conta de neblina forte.

Hülkenberg correu pela Racing Point neste fim de semana, substituindo Stroll (Foto: Racing Point)

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10 de outubro: Lance acorda com dificuldades. O piloto “não se sente bem” e tem dor de estômago. O sinal de alerta soa e, em conjunto com a Racing Point, opta-se pelo isolamento de Stroll no motorhome. Há o TL3 pela manhã, mas o piloto nem volta ao paddock. Um médico examina o canadense e informa que os sintomas não são compatíveis com os de Covid-19. A Racing Point, assim, não vê necessidade de informar à FIA sobre a evolução do quadro de saúde. A equipe chama Hülkenberg, que disputa o treino classificatório e a corrida, terminando em oitavo.

11 de outubro: é noite, e Lance, já em sua casa na Suíça, volta a realizar teste de coronavírus. Dessa vez, o resultado é positivo. Stroll ainda não se sente 100%, tendo sintomas sutis da Covid-19. O isolamento continua. O público não sabe da doença.

19 de outubro: mais de uma semana se passa, e Stroll finalmente volta a testar negativo para Covid-19. O piloto se recupera do susto e, com o GP de Portugal se aproximando, garante retorno ao grid da F1.

21 de outubro: Stroll finalmente confirma publicamente que tem coronavírus, dez dias após o diagnóstico inicial. A Fórmula 1 assina embaixo, mas sem fazer comentários adicionais. A Racing Point confirma o relato de seu piloto.

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