F1

Das brigas na escola à autoconfiança: Hamilton recorda como escapou do bullying através do karatê

Lewis Hamilton se define como um “alvo fácil” na época da escola, sofrendo bullying da parte de colegas mais fortes. Convocando seguidores para combater a prática, o britânico apontou a defesa pessoal como chave para reagir

Grande Prêmio / Redação GP, de Berlim
Lewis Hamilton cultivou uma imagem grandiosa na Fórmula 1. Mais do que ser pentacampeão, o britânico passou a se portar como uma pessoa sólida e com confiança em si próprio. Entretanto, nem sempre foi assim: através de relato compartilhado em redes sociais nesta semana, Hamilton contou como precisou da ajuda do karatê para encontrar uma solução na luta contra o bullying sofrido na escola.
 
Através de noções como “disciplina, respeito e humildade”, Hamilton diz que passou a ter a postura que precisava para bater de frente com valentões da escola. Foi aí que o “alvo fácil”, como o próprio Lewis se descreve, conseguiu dar o troco e acabar com o sofrimento.
 
Nas fotos, Lewis mostra a infância no interior da Inglaterra. O futuro piloto aparece com o kimono das aulas de karatê e um certificado, além de apresentar algumas das técnicas ensinadas em aula.

Confira a íntegra da mensagem de Hamilton
 
Eu sei como é se sentir excluído. Quando era criança, sempre era a última ser escolhida em equipes no parquinho. Era uma de apenas três crianças negras na minha escola. Eu conheço a tristeza que vem junto da sensação de que você não pertence ou não se encaixa em um lugar por ser quem você é. E eu também sei o que é sofrer bullying. Na escolha, quando era pequeno e solitário, era um alvo fácil para crianças maiores. Eu tentava me impor, mas costumava ficar em menor número e não sabia me defender. Lembro-me de sentar no banco traseiro do carro aos seis anos, voltando para casa com meu pai e minha madrasta, estando tão triste por dentro e tão envergonhado para contar.
Lewis Hamilton, então lutador de karatê (Foto: Reprodução/Facebook)
No fundo, eu sempre tive confiança em mim mesmo. Era uma positividade de que as coisas podiam e iriam melhorar. Eu sabia que, se quisesse que as coisas mudassem, precisava ser destemido. Se meus professores não fossem ajudar, então eu precisava me defender. Aí eu sentei no carro e perguntei ao meu pai se podia fazer karatê.
 
O karatê me ensinou disciplina, respeito e humildade, além de me dar confiança para desafiar quem praticava bullying, além de defender quem também sofria bullying. Essa foi uma das melhores sensações quando cheguei no Ensino Médio, poder defender os outros e oprimir quem pratica bullying.
 
Bullying não deveria ser tolerado. As escolas precisam ser duras com o bullying. Pais, deem aos seus filhos as ferramentas para que eles se defendam. E, crianças, POR FAVOR, não fiquem quietas. Não se escondam ou mudem quem vocês são – ACEITE O QUE TE TORNA DIFERENTE e conte aos pais e professores se você sofre bullying. Se puder, tome aulas de defesa pessoal.
 
No fim das contas, talvez você não sinta, mas você é forte. Eu acredito em você. Fale!