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F1

De la Rosa recorda ‘Spygate’ de 2007 e vê Alonso culpado “injustamente”

Pedro de la Rosa e Fernando Alonso foram dois personagens ativos do escândalo de espionagem da McLaren sobre a Ferrari em 2007. Pedro não entende acusações de que Fernando dedurou os britânicos à FIA, citando que “há zero evidência”

Grande Prêmio / Redação GP, de Berlim
Já se vão quase 13 anos desde o ‘Spygate’, escândalo em que a McLaren foi acusada de espiar e roubar informações confidenciais da Ferrari. Os anos se passaram, com informações reais se misturando com suposições, incluindo a de que Fernando Alonso agiu ativamente para prejudicar a equipe britânica. Pedro de la Rosa, antigo piloto de testes da escuderia e amigo de Alonso, deixou claro seu ponto de vista sobre o caso: é injusto afirmar que Fernando teve participação no caso.
 
Do ponto de vista de De la Rosa, Alonso foi pintado como vilão muito por conta do clima hostil na McLaren. O espanhol lutava contra o então novato Lewis Hamilton pelo status de primeiro piloto, causando um racha interno na escuderia.
 
“A situação foi como um divórcio dentro da equipe”, recordou De la Rosa, participando do podcast ‘Beyond the Grid’. “A relação não era boa antes, mas isso foi como um divórcio completo. O fato de que a FIA sabia [da espionagem] levantou muitas perguntas sobre quem passou essa informação à FIA, e todo mundo pareceu culpar o Fernando por algo que não sabemos e que temos zero evidência de que ele fez”, destacou.
Pedro de la Rosa vê Fernando Alonso inocente no icônico 'Spygate' de 2007 (Foto: HRT)
“A FIA sabia e podia ter vindo da Ferrari, podia ter vindo de qualquer um porque muita gente sabia sobre a distribuição de peso da Ferrari, ou o que quer que seja. É injusta a forma como o Fernando acabou culpado por algo que não acho que ele fez. Isso foi no momento do divórcio, um momento em que ele pareceu ser alguém que prejudicou a McLaren”, seguiu.
 
Alonso e De La Rosa se viram no olho do furacão ao serem envolvidos em troca de e-mails com informações confidenciais sobre a Ferrari. Mike Coughlan, da McLaren, conseguiu dados através de Nigel Stepney, que trabalhava para a equipe rival. Pedro tornou a situação pior ao citar em um e-mail que testou sistema “que acho que é uma cópia do que o que a Ferrari usa”.
 
A espionagem resultou em uma punição das mais duras para a McLaren. Além de receber multa milionária, a equipe foi excluída do Mundial de Construtores. Mesmo somando mais pontos que qualquer outra, o caneco não veio, mantendo uma seca que já vem desde 1998.
 
“Eu ainda acordo algumas noites suando frio porque não entendo como fomos punidos em 100 milhões [de dólares]”, revelou De la Rosa. “Havia essa teoria de que tínhamos um departamento para copiar a Ferrari, ou que estávamos orquestrando uma forma de pegar informações da Ferrari. Não houve nada disso. Éramos uma equipe que, como qualquer competidor, tentou achar informações sobre eles [Ferrari]. A informação que tínhamos era a coisa típica de puxar assunto do lado da máquina de café, falando com engenheiros. Perguntas sobre informações que obviamente alguém na equipe tinha por causa de uma amizade. Isso mudou algo no nosso desenvolvimento, nos nossos testes? Nada, nada mudou. Não usamos essa informação”, afirmou.
 
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