F1

De olho no futuro da F1 “daqui a dez anos”, Prost clama por mudanças no conceito e compara: “Temos liberdade na F-E”

Tetracampeão mundial, Alain Prost entende que a F1 precisa trabalhar pensando no futuro. O francês sugeriu que há um comodismo entre as pessoas que comandam a categoria: “Ninguém quer mudança, esse é o problema”

Warm Up / Redação GP, de Sumaré
Alain Prost é um dos maiores nomes da história da F1. Rival mais duro da carreira de Ayrton Senna, o francês tem um currículo extremamente vitorioso: 51 vitórias, 33 poles e quatro títulos mundiais durante uma carreira que durou 13 temporadas. Aos 60 anos, o francês agora é chefe da equipe e.dams-Renault na F-E, uma categoria que trouxe um novo conceito ao automobilismo mundial. E na visão de Prost, a F1 precisa pensar no futuro e também mudar seus conceitos para sair do comodismo e se reinventar como categoria rainha do esporte a motor.

“Eles querem sempre mudar algo, mas não trabalham exatamente no rumo que devem, talvez seja preciso mudar o conceito. Há muitas coisas pequenas, regulamento técnico, problema com o orçamento, tudo. E tudo isso poderia se resumir em: ‘onde você quer estar daqui a dez anos?’”, questionou o ex-piloto, que além de chefe de equipe na F-E também é embaixador da Renault na F1.
Prost entende que a F1 precisa sair do comodismo. E comparou a categoria à nova F-E (Foto: Getty Images)
Prost sugeriu que as pessoas que comandam a F1 estão acomodadas, diferente do que acontece hoje, em sua opinião, na F-E. “A F1 está estabilizada, e quando isso acontece, ninguém quer mudança, esse é o problema”, disse. “Nós temos reuniões, reuniões e reuniões e todo mundo está tentando trazer algo, temos muita liberdade”, salientou.

Por fim, o tetracampeão também deu a entender que há muito egocentrismo dentro da F1, algo que impede o crescimento sustentável do esporte como um todo. “Temos de defender os mesmos interesses. Às vezes, a F1 precisa pensar nisso. E essa não é uma boa qualidade das pessoas que trabalham na F1”, finalizou.