De potência à confiabilidade, de surpresa a impacto: Ferrari caiu na boca de todo o povo da F1 nos testes

Enfim, a F1 viu os novos carros na pista na semana que passou. Depois de meses de expectativas, os velozes bólidos da maior das categorias exibiram as novidades do regulamento 2017 e uma equipe caiu na boca do povo: a Ferrari foi o grande destaque dos primeiros quatro dias de atividades da pista de Barcelona

 

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Depois de meses de especulações, discussões e análises, finalmente os carros da F1 foram à pista sob um diferente regulamento, que carrega a esperança de uma nova hierarquia de forças e mais competitividade entre as equipes. Para se alcançar o cenário atual, as novas regras foram estudadas a fundo e elaboradas pelo chamado Grupo de Estratégia –  atualmente formando pelas seis principais equipes do grid, além da FIA e da FOM – durante os dois últimos anos, com a intenção clara de deixar as corridas mais emocionantes, criando maiores dificuldades para os pilotos e tornando, assim, a F1 mais competitiva. Na real, é mais uma tentativa de recuperar a popularidade perdida e a audiência de TV.

 
Muito bem, dito isso, vamos às principais alterações. Como forma de deixar os carros mais velozes – a ideia é que sejam até 5s mais rápidos -, o livro de regras deixou os modelos mais largos e com um visual mais agressivos. Os pneus também são maiores, acompanhando as mudanças e ampliando a aderência mecânica. A borracha da Pirelli desgasta bem menos agora. E a parte aerodinâmica voltou a ser mais decisiva. O aerofólio dianteiro é maior, enquanto o traseiro ficou mais baixo e largo. Além disso, as montadoras ganharam mais liberdade para o desenvolvimento dos motores.
 
Assim sendo, os projetistas tiveram de recorrer até a recursos do passado recente da F1 para tentar se adequar a essa nova era. Daí o ressurgimento de peças como asa barbatana, o ‘bico-mamilo’ e de outros elementos anteriormente usados, além de algumas novidades também, como a dupla asa em ‘T’, desenvolvida pela Mercedes, ou as inteligentes entradas de ar da Ferrari. Ou ainda a exótica asa dianteira da McLaren e a suspensão dianteira da Toro Rosso.
Sebastian Vettel foi quem abriu os trabalhos com a Ferrari (Foto: Arnau Puig/Grande Prêmio)

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O fato é que as equipes colocaram à prova suas criações nesta semana que passou em Barcelona, palco costumeiro dos testes da pré-temporada da F1, e o que se viu foi uma larga exposição de diferentes recursos aerodinâmicos e mecânicos, atraindo a atenção não só dos poucos fãs que acompanharam as atividades das arquibancadas, mas principalmente das rivais. Embora chefes e pilotos repitam como um mantra que estão apenas concentrados em seus próprios trabalhos de desenvolvimento, é evidente que todos estão de olhos bem abertos com relação aos adversários. E quem não gosta de uma espiadinha? 

 
Tanto é assim que Christian Horner, o chefão da Red Bull, passou horas à beira da pista, observando não só o seu RB13, mas também o W08, a SF70H, o FW40, o VJM10… Também foi possível acompanhar os engenheiros das diferentes equipes espalhados pelo traçado espanhol, bem como no pit-lane, fazendo fotos e registrando toda e qualquer informação possível. Afinal, agora é a hora para a coleta de dados, suas ou não.
 
A verdade é que ninguém se furtou a falar e analisar a grama do vizinho. E ao que parece, a grama não está tão mais verde, mais, sim, vermelha. Depois de um 2016 difícil, a Ferrari foi a equipe que mais chamou a atenção nestes primeiros quatro dias de atividades na pista catalã e caiu na boca do povo. A esquadra italiana construiu um carro complexo, com linhas agressivas e soluções aerodinâmicas refinadas, como as entradas de ar laterais, e um motor potente. Assim como a maioria também lançou mão da barbatana na parte traseira. E a confiabilidade foi outro destaque do conjunto ferrarista. Ao longo das sessões, o único problema público foi uma parada inesperada de Sebastian Vettel no fim do terceiro dia de trabalhos. O incidente causou certa surpresa, especialmente diante do impacto que a performance italiana vinha tendo na tabela de tempos.
 
"Há muita mudança, inclusive, de potência, e você não pode perder as coisas que estão acontecendo ao redor de seu carro. E quem está surpreendendo nesse sentido é a Ferrari. Provavelmente, muita gente não estava esperando a Ferrari alcançando os tempos de voltas da Mercedes, mas nunca se sabe o que vai acontecer", disse Éric Boullier, diretor de corridas da McLaren, ao ser questionado pelo GRANDE PRÊMIO sobre a performance das rivais. 
 
"Todas as equipes têm seus segredos, todo mundo muda de planos. Então, mesmo entre times, estamos sempre tentando entender o que está acontecendo, o que cada um está fazendo. Acho que na próxima bateria de testes saberemos melhor, mas, para realmente entender tudo, vamos ter de esperar até a Austrália", completou.
 
A adversária Red Bull também falou sobre o desempenho dos italianos e se surpreendeu. "Certamente, há algumas interpretações diferentes do regulamento. A Ferrari tem uma complicada solução para as entradas de ar, algo que ainda não compreendi totalmente das imagens que vi até agora", afirmou Adrian Newey, o celebrado projetista rubro-taurino. 
 
Chefe da Haas, Guenther Steiner foi ainda mais longe sobre os parceiros de Maranello. "Eu acho que a Ferrari está em grande forma. E não acho que está muito longe da Mercedes neste ano. É bastante encorajador o que vem fazendo. Penso que, neste momento, as duas estão um pouco mais distantes das demais em termos de performance, mas que o restante dos times do grupo intermediário está mais perto entre si", analisou o dirigente também ao ser perguntado pelo GP.
Adrian Newey também ficou de olho na concorrência (Foto: Mark Thompson/Getty Images)
A opinião de Steiner é a mesma de Felipe Massa. "Acho que tanto a Ferrari quanto a Mercedes estão realmente muito fortes. A Ferrari fez voltas muito boas com os pneus médios e impressionou. E acho que o carro da Ferrari parece muito bom, de fato”, disse o brasileiro da Williams.
 
Outro que teve a mesma impressão foi Daniel Ricciardo. "Por enquanto, acho que os tempos de volta não são assim tão representativos, mas acho que podemos esperar Mercedes e Ferrari mais à frente e muito mais próximas”, afirmou o australiano.
 
“A Ferrari está realmente rápida”, disse Toto Wolff, o chefe da Mercedes, também surpreso com o desempenho consistente da escuderia vermelha.

Ainda que a Ferrari tenha sido a equipe que mais se destacou durante os quatro dias de testes, a Mercedes fechou a semana com o melhor tempo, em 1mi19s705, registrado por Valtteri Bottas na quarta-feira (1), andando com pneus ultramacios. Ao todo, a equipe prata andou por 2.597 km ou quase a distância de nove GPs. Neste tempo, o único problema público foi uma falha elétrica na quinta-feira pela manhã. Impressionante, não? Talvez nem tanto.

 
Confirmando a opinião de boa parte do paddock, a Ferrari foi o time que mais perto esteve dos números da poderosa tricampeã. Juntos, Kimi Räikkönen e Sebastian Vettel percorreram 2.177 km, o equivalente a seis GPs. E também esbanjando confiabilidade, além de um desempenho que veio em cima de compostos mais duros. 
 
A esquadra prateada, é claro, chamou atenção não só pela velocidade e constância, mas também pela ousadia. Os alemães não entraram na onda da barbatana, ao menos por enquanto. O time chegou a testar durante algumas horas a peça, mas acabou desistindo do elemento, preferiu focar a atenção na asa dupla em ‘T’ na traseira do carro, além da inovadora suspensão dianteira e as pequenas aletas nas laterais do W08. A decisão pareceu correta, uma vez que o time não perdeu em performance. 
 
Além disso, o sistema de suspensão – o mesmo usado por Toro Rosso – acabou sendo o que mais chamou atenção de Newey nesta primeira semana. "Mercedes e Toro Rosso possuem um sistema que assemelha à Lotus 49. Creio que é uma solução para 'limpar' a área do duto de freio. Mas, neste momento, é difícil dizer como as coisas vão ser mais para frente. Há muitas diferentes ideias, mas o conceito mais diferente que vi até agora é realmente a suspensão dianteira dessas duas equipes. E é uma vantagem fundamental que resto de nós vai acabar copiando nas próximas temporadas, mas não posso dizer que isso vá acontecer conosco, porque não sabemos se poderia funcionar ou não no nosso carro", explicou o inglês.

Por isso, para todas as perguntas sobre a Mercedes, a resposta geral foi: "Parece de novo muito forte". Tem coisas que nunca mudam.
 

Mas é bom considerar que a F1 viveu apenas a primeira semana de testes. Há ainda mais uma bateria de atividades pela frente antes do GP da Áustrália, onde será possível determinar uma ordem mais realista da hierarquia de forças do Mundial, especialmente porque algumas equipes ficaram ‘devendo’, como é o caso da própria Red Bull e de seu minimalista RB13, que pouco elementos trás. 
 
Mas, de fato, a Ferrari se apresentou muito bem na Catalunha. No ano passado, não se fazia ideia do que a equipe planejava, especialmente por conta do duro ano que vivia. Mas os italianos começaram a trabalhar silenciosamente na agora SF70H ainda na metade de 2016 e com um grupo totalmente da casa. O projeto, ao que parece e aos olhos dos adversários, nasceu muito bem. E talvez seja mesmo o ingrediente que tanto Lewis Hamilton deseja para apimentar a F1.

So far so good. A frase de Kimi Räikönen agora parece fazer ainda mais sentido. 
 

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