F1

De saída, Smedley diz que Williams precisa melhorar “em todas as áreas”: “Não há passe de mágica”

Engenheiro chefe da Williams até o final da temporada, Rob Smedley deixa a equipe em 2019. E sabe que muita coisa precisa evoluir internamente para que a boa fase possa voltar um dia
Warm Up / FELIPE NORONHA, de São Paulo

Rob Smedley anunciou no começo de novembro que deixará a Williams ao final da temporada. O engenheiro chefe da equipe agora pode, então, analisar sem amarras os problemas do time de Grove. E seus comentários não são exatamente positivos.

Para ele, que "busca deixar a Williams em melhor forma do que encontrou" em 2014, a equipe precisa mudar em todas as áreas possíveis.

"Não há passe de mágica. Você deve continuar aprendendo e melhorando em todas as áreas", disse em coletiva acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO. "Eu acho que seria um erro apontar uma área só e dizer que devem se concentrar nisso para resolver todo o problema. Não é assim."

"Como em tudo que não está funcionando bem como deveria, ou de forma eficiente, em qualquer organização, qualquer negócio, nunca é apenas uma coisa", seguiu.
Rob Smedley (Foto: Glenn Dunbar/Williams)
Segundo Smedley, a liderança de Claire Williams tem que ser ponto fundamental no processo de crescimento: "Acho que eles precisam de um plano de recuperação que comece forte já neste nível, desde a liderança."

"Tem que ser uma mudança técnica, mas tem que ter apoio de toda a estrutura de negócios, também. Existem áreas que precisam ser modernizadas, existem áreas que precisam de mudanã e áreas que você deve reconhecer que são fortes, comparando com o restante da F1, mas que não são apoiadas", completou.

Por fim, Smedley seguiu com a sinceridade na análise: "O caminho é longo. Mas eles têm talento, tem boas pessoas na parte técnica, bons engenheiros e um bom grupo comandando tudo. O truque, agora, é juntar tudo isso e começar a seguir em uma boa direção."

O ano foi, de fato, duro para a Williams: faltando apenas uma etapa, em Abu Dhabi, seus pilotos somaram apenas 7 pontos, colocando a equipe de Grove com folga na lanterna do Mundial de Construtores. Sergey Sirotkin foi responsável por apenas um destes pontos, com Lance Stroll conquisgtando os outros seis.