De volta ao carro, Alonso diz que McLaren fez “grandes avanços” e admite que ainda não está 100% fisicamente

Depois de retornar ao carro da McLaren nesta sexta-feira em Sepang, Fernando Alonso fez uma avaliação positiva e disse que a equipe inglesa fez progressos importantes com o MP4-30, mas seguiu cauteloso sobre a evolução do time. O bicampeão também admitiu que ainda não está 100% bem fisicamente

No retorno ao cockpit da McLaren nesta sexta-feira (27), para os primeiros treinos livres na Malásia, Fernando Alonso sentiu que a equipe inglesa fez "grandes progressos" neste período em que ficou afastado das pistas. O espanhol estava sem guiar o carro desde o acidente no dia final da segunda bateria de testes da pré-temporada. O bicampeão, por conta da concussão sofrida na batia em Barcelona, ainda perdeu o GP da Austrália, a abertura do campeonato 2015.

Ao final das atividades de hoje, Alonso ficou apenas com o 16º melhor tempo do dia e a 2s7 da marca alcançada por Lewis Hamilton, o mais rápido em Sepang. "Está muito melhor", disse o asturiano ao falar do desenvolvimento do pacote da McLaren Honda.

"Para ser honesto, a experiência que tive com esse carro foi cheia de problemas nos testes. Depois de quatro ou cinco voltas, já tínhamos de parar ou mudar alguma coisa. Hoje, nós andamos 45 voltas com zero problemas e correu tudo como o planejado", avaliou Fernando.

Fernando Alonso durante o primeiro treino livre em Sepang (Foto: Getty Images)

"Na Austrália, ficamos 4s6 atrás da pole, aqui acho que poderemos ficar entre três e três e meio, então é um ganho muito bom para duas semanas. É um grande passo, enorme progresso", acrescentou.

Quando perguntado se a McLaren pode pensar em passar para o Q2 na classificação, Alonso respondeu: "Eu não sei. Ainda há muita coisa que fazer, muito para progredir com as unidades de força e os sistemas de freio, por isso cada volta para nós é importante. Portanto, ainda não há metas claras para nós neste fim de semana", explicou o piloto de 33 anos.

Quase lá

Alonso também reconheceu que ainda não está totalmente em forma depois de mais de mês longe do carro, mas que está muito contente por ter voltado a pilotar. "Foi tudo ótimo hoje, depois de um mês de preparação na academia, no simulador, mas nunca é a mesma coisa de guiar de verdade o carro. As condições são extremas aqui, é muito quente e fisicamente desgastante", afirmou o espanhol.

"Não estou 100% fisicamente, mas estou suficientemente bem para aproveitar o fim de semana", acrescentou.

O MELHOR ESTREANTE

A F1 que Wilsinho Fittipaldi e Chico Serra viram pela primeira vez era muito diferente da atual. Carros, circuitos, tecnologia, dinheiro, tudo. Mas, principalmente, o grid era muito maior. 33 carros estavam inscritos e 25 largaram no GP da Espanha de 1972, que Wilsinho terminou na sétima posição. 24 alinharam no grid em Long Beach em 1981, quando Serra também debutou chegando em sétimo. Mas o tamanho do grid não apaga o brilho do quinto lugar de Felipe Nasr no GP da Austrália de 2015, que os desbancou e se tornou o melhor resultado de um estreante brasileiro na história da categoria

MADUROS, MAS COM
TESÃO DE JOVENS

Os dois já são veteranos. Um tem os primeiros fios grisalhos e outro passou dos 40. Mas os dois seguem firmes e fortes na Indy e usam a idade como um grande fator positivo. Helio Castroneves e Tony Kanaan prometem a mesma disposição dos tempos em que começaram na Indy para conquistarem o título da temporada 2015. E os dois estão nas duas melhores equipes possíveis: a Penske e a Ganassi, respectivamente.

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