F1

Decepcionada, Haas escancara problemas internos. E férias apontam mudanças

O GP da Alemanha foi uma oportunidade de redenção para vários pilotos. A Haas desperdiçou a oportunidade e se afundou ainda mais, agora escancarando o problema interno de relacionamento de Kevin Magnussen e Romain Grosjean, que se tocaram de novo

Grande Prêmio / GABRIEL CARVALHO, de Campinas
Hockenheim foi o lugar de redenção para muitos na Fórmula 1, desde Sebastian Vettel, passando por Daniil Kvyat e chegando até em Lance Stroll. Poderia ser o lugar para a arrancada da Haas, mas não foi, e o cenário está cada vez mais complicado no time norte-americano.
 
Os pontos duplos na Alemanha - o que não acontecia desde a Espanha - poderiam ser motivo de comemoração na garagem, mas a situação só se agrava, especialmente após um novo toque entre Romain Grosjean e Kevin Magnussen na volta 53, que explanou o desgaste dos pilotos entre si.
 
"Meu Deus. Esse cara é inacreditável. Nunca vai aprender", declarou Grosjean para o rádio após o toque. "O que ele está fazendo? Apenas pense no que você vai fazer. Eu não me sinto mais confortável em correr com este cara", desabafou Magnussen ao seu engenheiro. Duas semanas antes, os dois bateram ainda na primeira volta do GP da Inglaterra.
Grosjean e Magnussen bateram de novo (Foto: Reprodução)
O GP da Hungria, que acontece no próximo domingo, é o último da Fórmula 1 antes das férias de verão, que aparecem em um momento excelente para a Haas tentar colocar as peças no lugar, especialmente no que diz respeito aos seus pilotos.
 
Grosjean, que no início de carreira misturava talento e com lapsos de loucura, parece cada vez mais errático e menos confortável no cockpit, mesmo com o sexto lugar anotado no grid na classificação e o sétimo na corrida. Entre os dois, sua situação parece cada vez mais complicada e o seu ciclo na Fórmula 1 está próximo do fim.
 
Magnussen, mais novo e com mais lenha para queimar, faz temporada terrível. Na Alemanha, também foi vítima das péssimas estratégias traçadas pela Haas, como a opção em manter os pneus de chuva em vez dos intermediários no começo da corrida. Sem as punições, o dinamarquês ficaria à frente apenas de Lewis Hamilton, que teve uma das piores corridas da carreira, e dos péssimos carros da Williams. Mesmo com situações conspirando contra, K-Mag não justifica uma permanência na categoria.
Kevin Magnussen (Foto: Haas)
"Eu estou surpreso como todo mundo depois do que aconteceu em Silverstone. Eles fizeram de novo. Eu não falei com eles depois da corrida, não tem motivo. Vou falar antes de Budapeste e achar um caminho do que fazer e não fazer. Se eles não entenderem o que significa, terei que falar a cada volta o que fazer, e acho que isso vai acontecer", comentou Guenther Steiner, chefe de equipe e que definitivamente tem culpa na situação ao ver o reality show que se tornou o seu relacionamento com os pilotos.
 
Como se não bastassem os problemas no nível de pilotagem, a Haas segue com o pior desempenho entre as equipes médias da Fórmula 1, batendo apenas a Williams. O carro é rápido em treinos classificatórios, mas com ritmo de corrida péssimo. Pneus superaquecem e os pilotos viram presas fáceis para o resto do pelotão. Nem o “reset” nos acertos mudou o principal problema técnico do time.
 
Entre todas as equipes turbulentas da Fórmula 1, a Haas é uma das que mais agradece a parada, que pode virar um ponto de mudança ou apenas um intervalo no pesadelo que vive o time em 2019. Resta sentar e assistir os próximos capítulos de uma das histórias mais turbulentas da temporada.
 
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