Depois de análise, Mercedes aponta “diversos fatores” para má largada nas etapas da Inglaterra e da Hungria

A Mercedes analisou o desempenho de Lewis Hamilton e Nico Rosberg nas etapas de Silverstone e Hungaroring e identificou vários fatores que contribuíram para a performance ruim da dupla na largada

A Mercedes identificou várias razões para a performance abaixo do esperado de Lewis Hamilton e Nico Rosberg na largada dos GPs da Inglaterra e da Hungria. Nas últimas duas etapas da temporada da F1, a dupla não teve uma boa saída, apesar de ter dominado a primeira fila do grid.
 
Na etapa de Silverstone, Felipe Massa e Valtteri Bottas passaram os pilotos da Mercedes, enquanto em Hungaroring foram Sebastian Vettel e Kimi Räikkönen que deixaram Hamilton e Rosberg para trás assim que as luzes se apagaram.
Toto Wolff citou múltiplas razões para as largadas ruins de Hamilton e Rosberg (Foto: Getty Images)
Antes disso, Hamilton já tinha perdido a ponta na Áustria, quando Rosberg conseguiu passar o companheiro de equipe logo na saída.
 
Após o GP da Hungria, quando a Mercedes ficou fora do pódio da F1, Toto Wolff, chefe da equipe, descreveu os problemas na largada como “inaceitáveis” e se comprometeu a executar uma análise profunda.
 
 Falando à publicação inglesa ‘Autosport’, Wolff afirmou que não há uma causa única para as falhas na largada, mas diversos fatores que contribuíram para o problema.
 
“Nós conduzimos uma análise e não há um único fator que você possa apontar e dizer que é a razão pela qual nossas largadas não correram tão bem”, disse Wolff. “Nós vimos muitas razões variadas, além das circunstâncias, o motivo de as largadas terem dado errado, e não há um padrão claro. É só que as largadas não foram boas”, seguiu.
 
“Na Hungria, você podia ver que todo o lado direito do grid não avançou na largada, enquanto Vettel e Räikkönen, terceiro e quinto, fizeram ótimas largadas, então talvez tenha sido a circunstância”, opinou. “Outra coisa que influenciou foi a largada abortada, que fez a embreagem do Lewis superaquecer, afetando, portanto, a performance dele na largada. Eu poderia citar muitas outras razões para não termos tido as largadas que esperávamos, então precisamos resolver esses problemas”, continuou.
 
Com a sequência de largadas ruins, a preocupação com uma mudança no regulamento também é maior na Mercedes. A partir do GP da Bélgica, os auxílios externos ficam proibidos.
 
“Claramente, agora terão mais variáveis nos procedimentos de largada”, reconheceu Wolff. “Nós vimos as regras da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e, definitivamente, vai haver mais variáveis nas largadas”, reforçou.
 
“Eu prefiro que tenha mais variabilidade, porque o piloto não acerta 100%, em vez de o software ou um engenheiro não calibrar 100% certo. Então essa é a direção certa, a maneira como deveria ser, a forma como era no passado”, defendeu. “Nós estamos dando pequenos passos atrás em termos de tecnologia para o bem do entretenimento e da variabilidade, mas estou cuidadosamente otimista de que isso vai fazer bem ao show”, concluiu.

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