F1

“Determinado a vencer” e quebrar recordes, Hamilton admite que pode “seguir na F1 por cinco anos”

Lewis Hamilton já é o maior da F1 em poles e está agora a 14 vitórias de empatar com Michael Schumacher. Em entrevista a David Letterman no Netflix, o britânico deixou claro que não pensa em deixar tão cedo o grid e que tem muita lenha para queimar

Grande Prêmio / Redação GP, de Sumaré
Lewis Hamilton foi o convidado de David Letterman no programa 'My Next Guest Needs No Introduction' [Meu Próximo Convidado Dispensa Apresentações, em tradução livre], exibido na plataforma de streaming Netflix. O pentacampeão mundial venceu o GP de Mônaco do último domingo e atingiu a marca de 77 triunfos no Mundial de Fórmula 1, ficando a apenas 14 de alcançar Michael Schumacher, recordista absoluto na estatística. Hamilton deixou claro que quer muito mais e que tem muita lenha para queimar na Fórmula 1.
 
Ao longo do programa, com duração de 44 minutos, Hamilton fala não apenas do auge da carreira, mas também do início, no kart, quando teve a carreira incentivada pelo pai, as primeiras vitórias e até a inspiração no filme ‘Jamaica Abaixo de Zero’, quando era visto com desdém pelos seus adversários no início da sua trajetória.
Lewis Hamilton nem pensa em aposentadoria na Fórmula 1 (Foto: AFP)
A entrevista também abordou a luta do pai do pentacampeão, Anthony Hamilton, que chegou a ter até quatro empregos para conseguir sustentar o início da carreira do filho nas pistas. Anthony foi aplaudido pelo grande público presente ao auditório.
 
Desde que estreou na Fórmula 1, em 2007, como piloto da McLaren, Hamilton colecionou conquistas, que foram impulsionadas ainda mais depois da sua transferência para a Mercedes, em 2013, que teve em Niki Lauda elemento fundamental. Ao todo, são 77 vitórias, 85 poles, 42 voltas mais rápidas, 140 pódios e cinco títulos mundiais. Schumacher soma sete títulos, além de 91 vitórias, 68 poles, 77 voltas mais rápidas e 155 pódios na Fórmula 1.
 
Lewis deixou claro que ainda se vê com muita lenha para queimar na F1 e tem muito tempo para seguir quebrando recordes no esporte. Para isso, traçou um paralelo com a primeira aposentadoria de Michael Schumacher, quando o heptacampeão mundial anunciou sua saída do Mundial em 2006, pela Ferrari.
 
“Michael se aposentou aos 38 anos. Tenho 33. Então, na minha opinião, posso continuar por cinco anos”, comentou o britânico. Quando lembrado por Letterman de que os próximos anos não trazem necessariamente uma garantia de conquistas, Hamilton respondeu: “Sou ridiculamente determinado a vencer”. Em seguida, o programa voltou a trazer imagens de Lewis dos tempos de kartismo, na Inglaterra. Já naquela época, o piloto usava o numeral #44.
 
“O que me motiva, e o que sinto falta um pouco nas pessoas com quem corro, é aquela chama de quando era jovem, do quão duro tinham de trabalhar. Tenho essa oportunidade, que posso deixar facilmente agora, mas sinto que estaria desperdiçando se não continuasse a melhorar, crescer, insistir. Então tenho de continuar, pelo tempo que puder, até que não goste mais”, acrescentou Lewis, reforçando que vai seguir na F1 por um bom tempo.
 
Por outro lado, o piloto lembrou que a F1, por mais que esteja vencendo com frequência, não é necessariamente divertida. 
 
“Definitivamente, não é só diversão, sabe? É um ano difícil. Mentalmente, você tem esses picos de vitórias e sucesso, e aí você tem um grande revés. Algo que nunca falei, mas, você... geralmente sofre de questões mentais, instabilidades. Manter-se ao longo do ano, equilibrar-se quando atinge o fundo do poço, o que acontece, enquanto atleta. Se tiver sorte, pode encontrar força no fundo do poço. Tudo se resume sobre como cair e levantar”, finalizou.

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