F1

Dia na China acaba com Ferrari e Mercedes coladas e Red Bull à caça. Bloco do meio surge ainda mais apertado

A Ferrari ainda leva ligeira vantagem sobre a Mercedes, especialmente em velocidade de reta, mas o desempenho é até mais próximo do que o visto no Bahrein. E o cenário fica ainda mais interessante com a presença de uma mais bem acertada Red Bull. Agora o pelotão intermediário aparece novamente sem favoritos

GRANDE PRÊMIO / EVELYN GUIMARÃES, de Curitiba
Equilíbrio. Talvez essa é a palavra que melhor defina a sexta-feira de treinos livres da Fórmula 1 na China, palco do GP 1000 da história, neste fim de semana. Como no Bahrein, a Ferrari se pôs rápida logo de cara na primeira sessão do dia. Andando basicamente com os pneus médios – os C3 amarelos, a equipe italiana liderou com Sebastian Vettel. A performance ganha os olhos quando se percebe que o melhor tempo de Lewis Hamilton, segundo colocado da tabela, veio em cima dos pneus vermelhos – os macios C4. A diferença foi de 0s2, dando a impressão de que os italianos podiam mais. Só que aí veio a atividade vespertina em Xangai, e a Mercedes respondeu ao desempenho ferrarista. Valtteri Bottas, “mais confortável” no carro, conseguiu uma volta limpa na simulação de classificação e fechou o dia na frente, numa diferença de apenas 0s027 para Vettel.
 
Hamilton e Charles Leclerc ficaram mais distantes, é verdade, mas têm lá suas razões e é perfeitamente plausível pensar que amanhã a proximidade será ainda maior. O pentacampeão, que lutou para encontrar um acerto mais adequado em uma pouca emborrachada pista chinesa, rodou no asfalto frio e acabou por desistir da volta de classificação, por isso não é uma surpresa vê-lo 0s7 atrás do companheiro de equipe. O jovem monegasco, por sua vez, enfrentou de novo falhas de confiabilidade – olha o alerta aí – no motor. A Ferrari verificou um vazamento de água no sistema de refrigeração, o que fez Charles perder o momento da simulação de corrida, um revés bem pior do que o de Lewis, diga-se.
Valtteri Bottas liderou o dia em Xangai (Foto: Australian Grand Prix)
Aliás, a questão da durabilidade das peças já começa a assombrar a esquadra vermelha. O motor que apresentou problemas no Bahrein foi revisado e está na ativa aí em Xangai, mas o time decidiu mudar os controles eletrônicos. Quer dizer, já há uma preocupação por eventuais punições por troca de elementos da unidade de potência. Em outras palavras, a Ferrari segue muito veloz, mas permanece pouco confiável. Além disso, a escuderia não trouxe nenhuma atualização para a etapa chinesa, ao passo que a Mercedes veio com uma nova asa dianteira, na esperança de melhorar o acerto dianteiro e a velocidade em reta.
 
Essas deficiências ficam mais nítidas pelo desempenho nos três setores da pista, o que ajuda a entender também o equilíbrio entre ambas. Enquanto os vermelhos voam na primeira parte do circuito, que é composto por uma longa reta, os prateados vão melhor no trecho intermediário e final, apesar de ser uma parte da pista difícil tecnicamente. A Ferrari continua ganhando massivamente em reta, quase 0s7, mas perde muito nas curvas lentas para a Mercedes. Daí essa equiparação de performance.
 
Em termos de simulação de corrida, a Mercedes usou de uma tática diferente: Bottas se dedicou à avaliação do desempenho com pneus macios e duros. Com os primeiros, não apresentou um ritmo tão constante, variando o stint entre 1min37s7 e 1min39s7. Já com os compostos C2, os tempos foram mais consistentes, na casa de 1min38s6. Vettel andou de maneira semelhante, mas foi mais rápido com os pneus brancos - ainda que tenha feito um stint mais curto. 
Sebastian Vettel andou perto, depois de comandar o TL1 (Foto: AFP)
Hamilton, por sua vez, virou voltas em 1min39s5 com os médios, compostos usados no início da simulação. De vermelhos, o inglês foi consistentemente mais veloz que Vettel e Bottas, andando entre 1min38s3, enquanto o tetracampeão cravava voltas já na casa de 1min40s. E de acordo com a Pirelli, para efeito de estratégia, é possível andar até 18 voltas com o macio e aí mudar para o duro. Importante dizer que Hamilton não usou jogos de pneus C2. 
 
Mas esse cenário ainda tem uma Red Bull à caça das duas ponteiras. A equipe austríaca, com Max Verstappen no comando, apareceu melhor e mais próxima. O holandês terminou o dia com 1min33s551 - 0s221 atrás de Bottas. Os energéticos trouxeram atualizações para Xangai e, nas mãos do #33, o carro parece muito bem. Como Hamilton, Max apenas andou com os C4 e os C3. De pneus vermelhos, não foi páreo para os rivais, perdendo muito tempo no terceiro setor. Já com os amarelos, a performance foi bem constante, virando sempre em 1min39s5.
 
É claro que parece ainda irreal colocar a Red Bull na briga da pole, mas, certamente, Verstappen deve se posicionar muito próximo, para, na corrida, cavar um lugar de disputa do pódio ou até vitória se o acaso surpreender o GP 1000. A questão, na verdade, é que os energéticos estão apenas à espreita do um primeiro vacilo.
 
E se a parte de cima da tabela parece mais próxima, o pelotão intermediário se mostrou ainda mais compacto em um revezamento de forças impressionante. Desta vez, foi a Renault quem comandou o bloco. O grupo está separado por 0s7, sendo que Nico Hülkenberg, o quinto mais veloz do dia, ficou a poucos milésimos de Hamilton – ainda considerando os perrengues do inglês da Mercedes. O alemão puxa uma fila que tem uma ótima McLaren com Carlos Sainz em sexto e Lando Norris em oitavo. Daniel Ricciardo é nono, enquanto Kimi Räikkönen, 11º, encontrou na Toro Rosso uma pedra no sapato. A diferença é de menos de 0s1.
Nico Hülkenberg foi o melhor do resto com a Renault (Foto: Renault)
Quem destoou nesta sexta-feira foi a Haas. Romain Grosjean e Kevin Magnussen ficaram atrás até da Racing Point e apenas à frente da Williams, que segue com suas mazelas, embora a diferença para o primeiro colocado tenha caído.
 
Diante da avaliação de um primeiro dia sem qualquer intempérie ou incidentes, a F1 caminha para uma corrida 1000 equilibrada e de táticas diferentes.

As atividades da Fórmula 1 em Xangai continuam neste sábado a partir de 0h (horário de Brasília), com a definição do grid de largada acontecendo às 3h. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do GP 1000 da história da F1 AO VIVO e em TEMPO REAL.
 


O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do GP da China AO VIVO e EM TEMPO REAL.Os horários completos estão abaixo.
 

Confira a programação do fim de semana do GP da China de F1
Horários de Brasília, GMT -3

SESSÃO DIA DATA HORA
TL1 Quinta 11/4 23h
TL2 Sexta 12/4 3h
TL3 Sábado 13/4 0h
TC Sábado 13/4 3h
GP Domingo 14/4 3h10

Fórmula 1 2019 AO VIVO 🇨🇳 
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