Direção antecipa bandeirada em uma volta e faz acidentado Pérez pontuar

Um erro no fim do GP do Japão gerou grande confusão e muita dúvida sobre o resultado final da corrida deste domingo (13). Sergio Pérez bateu na última volta e abandonou a corrida quando era o nono colocado. Mas um erro da direção de prova ao desfraldar a bandeira quadriculada com um giro para o fim da prova fez com que o mexicano terminasse a disputa nos pontos. Pior para Lance Stroll, que seria beneficiado com o revés do companheiro de equipe e terminaria em décimo

O GP do Japão vai ser um daqueles que Sergio Pérez não vai se esquecer por muito tempo. De 17º no grid de largada para o top-10 em poucas voltas, o mexicano lutou pelos pontos até o fim. Na última volta da corrida deste domingo (13) em Suzuka, o piloto vinha em nono quando acabou se envolvendo em um incidente com Pierre Gasly, levou a pior, bateu e abandonou a corrida. Mas ‘Checo’ levou sorte no azar. Isso porque o painel eletrônico da bandeira quadriculada foi desfraldada na volta 52, quando restava uma ainda para o fim da corrida. 
 
Assim, por conta deste erro da direção de prova, o GP do Japão teve oficialmente uma volta a menos que o previsto. E Pérez, de 17º com o abandono na volta 53, voltou ao top-10 e foi confirmado como nono colocado após a corrida ter se encerrado com 52 giros.
 
O fato gerou uma grande confusão porque nem a Racing Point, equipe de Pérez, sabia ao certo porque o mexicano era creditado na transmissão como nono colocado. A situação dentro da equipe foi bastante curiosa porque Lance Stroll seria um dos beneficiados com o abandono do piloto de Guadalajara e figurava em décimo. 
Em contato com Pierre Gasly, Sérgio Pérez abandona o GP do Japão. Mas vai aos pontos (Foto: Reprodução)
Mas o canadense, após a confirmação do resultado final, perdeu o ponto que teria direito se a corrida fosse declarada com 53 voltas. Nico Hülkenberg, da Renault, acabou sendo confirmado como o décimo colocado em Suzuka. A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) está investigando porque o painel que sinaliza a bandeira quadriculada foi acionado uma volta antes do correto.
 
Não é a primeira vez que um erro assim ocorre na F1. Recentemente, no GP do Canadá da temporada passada, a corrida foi encurtada em duas voltas. Convidada pela direção de prova para dar a bandeirada final, a modelo Winnine Harlow agitou o pavilhão na volta 69, uma antes do previsto. A corrida foi declarada encerrada, então, com 68 giros.
 
Isso acontece porque o regulamento da F1 – especificamente o artigo 43.2 – da temporada passada indicava que uma corrida “é considerada encerrada quando o líder da prova recebe o sinal [da bandeira quadriculada] ao cruzar a linha de chegada”. O conjunto de regras deixa claro que isso se aplica “por qualquer razão” – em outras palavras, mesmo o uso acidental da bandeira xadrez basta para colocar um ponto final em um GP.
 
Em Montreal, não houve maiores problemas quanto ao resultado final, diferente da confusão que foi causada neste domingo em Suzuka. Foi a partir daí que a F1, por meio de uma mudança na regra, determinou que o que vale para o desfecho da corrida é a sinalização no painel e não mais na bandeira física, que segue na F1, mas apenas de forma simbólica.
 
No GP da China de 2014, outra falha do tipo. Lewis Hamilton viu a bandeira quadriculada antes do previsto, também por falha humana. Na ocasião, uma posição foi alterada – Kamui Kobayashi, que havia ultrapassado Max Chilton no apagar das luzes, teve a manobra desconsiderada por tê-la feito com a corrida oficialmente encerrada.
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